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ABIMAQ não parou



Atentos e acompanhando de perto as atualizações dos casos de COVID-19 no Brasil e no mundo, a ABIMAQ/SINDIMAQ criaram um comitê de crise que tem se reunido diariamente, na tentativa de auxiliar as associadas a superar da melhor maneira possível esse período de crise

"Encaminhando sugestões aos governos e legislativo de medidas que possam minimizar os efeitos provocados pela pandemia sobre a indústria brasileira e o setor de máquinas e equipamentos especificamente, mantendo as orientações da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, realizando webinars de esclarecimento ou negociando com os sindicatos de trabalhadores acordos capazes de manter os empregos, a ABIMAQ/SINDIMAQ tem estado presente todo o tempo no dia a dia dos fabricantes de máquinas e equipamentos, sem interromper as suas atividades, buscando as mais seguras condições de trabalho para os seus colaboradores”, assim João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ coloca a preocupação da entidade em relação aos seus associados e colaboradores.

Entre as ações estão: férias a parte de seus colaboradores, colocando a outra parte em home office, ou seja, exercendo as suas atividades de forma remota e, mantendo assim na sede e escritórios regionais, o número de colaboradores necessários na gestão das entidades e da crise. A ABIMAQ/SINDIMAQ atuou em todas as frentes, reforçando quase que diariamente por meio de suas ações e comunicados aos associados as medidas emergenciais para minimizar o impacto da crise e a manutenção dos departamentos à disposição para esclarecimentos:

Paralelamente, o escritório de Brasília acompanhou sistematicamente as ações dos ministérios, dos deputados, senadores, emissão de medidas provisórias e Projetos de Lei, atuando junto aos agentes responsáveis pelas medidas e/ou votação e ainda mantendo o corpo jurídico atualizado quase que de forma online para que as medidas fossem interpretadas e explicadas ao universo de atuação da ABIMAQ/SINDIMAQ.

Após o aval, entendimento e esclarecimentos do departamento jurídico, o departamento de marketing se encarregou de produzir peças diárias para explicar o que cada medida significava e em que sentido poderia impactar nos negócios de cada uma das empresas associadas.

De outro lado, o departamento de marketing entendeu que seria muito útil manter uma forma permanente de consulta, além dos e-mails, webinars e comunicados, criando no próprio site, um hotsite reunindo todas as medidas emergenciais até o momento, que eram analisadas e divididas por áreas de especialização, de acordo com os gestores da ABIMAQ. 

Lariza Pio, gerente de Marketing, Comunicação, Feiras e Eventos, explica: “A ideia do Hotsite Medidas Emergenciais surgiu para agrupar em somente um local todas as informações que são divulgadas pelos governos e principalmente para facilitar a consulta dos associados visando agilizar a tomada de decisões para a manutenção das atividades das empresas. Durante esse período computamos mais de 2.500 acessos à página do site”. Veja o hotsite abimaq.org.br/medidas/medidas.html 

De acordo com José Velloso, presidente executivo da entidade, o objetivo foi manter a qualidade dos serviços, o cuidado com nossos profissionais e o calendário de reuniões estabelecido, auxiliando as empresas associadas a superarem da melhor maneira possível esse período de crise. " Os profissionais da ABIMAQ e do SINDIMAQ estão mantendo todos informados sobre quaisquer outros procedimentos relevantes que possam adotar no futuro em virtude dessa pandemia".

MEDIDAS PRÁTICAS

1) Realização por meio de videoconferência de todas as reuniões;

2) Atendimento/Home Office de todos os departamentos que prestam atendimento direto aos associados da ABIMAQ e do SINDIMAQ, por telefone e ou e-mails corporativos;

3) Concessão de 30 dias de férias para grande parte dos colaboradores;

4) Higienização dos ambientes internos e espaçamento mínimo recomendado entre os colaboradores que estão realizando suas atividades na sede das entidades;

5) Contratação de serviço de alimentação para atendimento a todos que estão no prédio trabalhando;

6) Criação do GABINETE DA CRISE;

Já no dia 21 de março, um dia após o Congresso Nacional decretar o estado de calamidade pública, a presidência da ABIMAQ e parte da sua diretoria realizou uma reunião com o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), Carlos Alexandre da Costa, e sua equipe. No encontro online foram discutidas sugestões apresentadas por meio de ofícios enviados a partir de 13 de março a órgãos do governo federal, com apresentação de medidas emergenciais direcionadas a preservar a saúde financeira das empresas, a capacidade de produção e pagamento de salários, empréstimos, financiamentos, fornecedores e impostos das associadas. Além de medidas de preservação de emprego para a retomada da economia após a pandemia.

Ali, naquele momento, os presidentes do Conselho de Administração e executivo da ABIMAQ criaram o gabinete da crise, coordenado por José Velloso e composto pelos gestores das áreas técnicas da entidade: Rafael Bellini, chefe de gabinete da presidência, João Alfredo Delgado, diretor executivo de Tecnologia, Patricia Gomes, diretora executiva de mercado externo, Hiroyuki Sato, diretor executivo de Assuntos Tributários, Relações Trabalhistas e Financiamentos, Walter Filippetti, diretor de Relações Governamentais, Alberto Machado Neto, diretor executivo de Petróleo, Gás Natural, Bioenergia e Petroquímica; Marcos Perez, superintendente de Mercado Interno; Fernando Moraes, gerente Administrativo Financeiro; Cristina Zanella, gerente divisional de Economia, Estatística e Competitividade; Lariza Pio, gerente do departamento de Marketing, Comunicação, Feiras e Eventos e eventos; Giselle Rezende, gerente do Departamento de Financiamentos; Angela Mendes, gerente de Administração de Pessoal; Robson Teixeira de Freitas, gerente Departamento de Tecnologia da Informação; Camilla de Moura Machado Toledo; gerente executiva Jurídico Trabalhista e Vera Lucia Rodrigues, coordenadora de assessoria de imprensa.

Para Velloso, o gabinete da crise vislumbrou rapidamente que as empresas da indústria de transformação, no decorrer da crise, teriam problemas de faturamento, fornecimento de insumos, queda de vendas, exportação, ou seja, redução da atividade. “Assim, as áreas técnicas atuaram de forma conjunta e organizada na proposição de medidas ao governo, que tem como objetivo a preservação da capacidade produtiva e de pagamentos, e a manutenção de empregos do setor. Além disso, precisávamos estar ainda mais perto das nossas associadas e, para isso, foram organizadas ações visando mantê-las informadas e apoiadas nesse momento”.

INTERLOCUÇÃO COM O GOVERNO

De acordo com Rafael Bellini, a ABIMAQ iniciou em 13 de março - dias antes de ser reconhecida a Calamidade Pública no país pelo Senado - o envio de sugestões de medidas emergenciais ao Ministério da Economia voltadas à manutenção das atividades industriais e dos empregos. Ele explica: “Entre 13 de março e 30 de abril foram enviados aproximadamente 90 ofícios para autoridades do Poder Executivo Federal (Presidência da República, Ministérios da Economia, Casa Civil, Infraestrutura, Agricultura e Pecuária, Minas e Energia, Trabalho e Emprego, Desenvolvimento Regional); Banco Central, BNDES, Secretaria de Receita Federal do Brasil, Secretaria de Política Agrícola, Secretaria de Comércio Exterior, Secretaria Especial de Fazenda, Aneel e outros); Junto aos Poderes Executivos Estaduais (todos os Governadores dos estados onde existem fabricantes de máquinas - Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Gran
de do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo), além de instituições como Bancos de Desenvolvimento Estaduais e Regionais, Desenvolve SP e InvestSP; Poder Legislativo (Senado e Câmara dos Deputados) e Poder Judiciário (STF)”. 

Dentre os principais destinatários estão: Presidente da República, Presidente do Senado, ministros Paulo Guedes (Economia), Tarcisio Freitas (Infraestrutura), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Tereza Cristina (Agricultura), Walter Braga Netto (Casa Civil), Rogerio Marinho (Desenvolvimento Regional), Roberto Campos (Presidente - Banco Central), Gustavo Montezano (Presidente - BNDES), José Tostes Neto (Secretário Especial da Receita Federal), Mansueto de Almeida (Secretário do Tesouro Nacional), Waldery Rodrigues (Secretário Especial de Fazenda), Carlos Alexandre Da Costa (Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade), Gustavo Ene (Secretário do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Serviços e Inovação), Marcos Troyjo (Secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacional), Lucas Ferraz (Secretario de Comercio Exterior), Renato Agostinho (Subsecretário de Operações de Comércio Exterior), Bruno Pessanha (Diretor do Conselho Nacional de Política Fazendária), Governadores dos estados (AL, BA, CE, ES, GO, MA, MT, MG, PA, PB, PR, PE, RJ, RS, RO, SC, SP e DF), Deputados Federais e Senadores.

PRINCIPAIS SUGESTÕES

No rol de medidas emergenciais para mitigação dos efeitos negativos da crise, os temas mais citados nos documentos até o momento são:
        Medidas para Manutenção de Empregos;
        
Medidas para manutenção da atividade do setor (essencialidade);

        Crédito para Capital de Giro;
Prorrogação do prazo de pagamento dos impostos federais e estaduais; 
Dispensa de CND;
Garantias às exportações;
Flexibilização das exigências para utilização de crédito acumulado de ICMS;
Dilatação e diferimento do prazo para pagamento de tributos federais e estaduais;
Dilatação e diferimento do prazo de pagamento de tributos previdenciários e do FGTS;
Postergação e parcelamento do pagamento da energia elétrica consumida; 
Pagamento da energia elétrica pelo consumo e não pela energia contratada;
Ampliação do prazo para vencimentos de ACCs e ACE;
Prorrogação de atos concessórios de Drawback; 
Day After/ Estímulo à demanda por máquinas e equipamentos;
Retomada das atividades; 
Fundo Garantidor de Investimento, (Garantias para Financiamentos);
Manutenção da circulação de cargas e mercadorias essenciais e estratégicas; 
Deferimento de parcelas vincendas dos vários programas de refinanciamentos REFIS;
Antecipação Plano Safra;
Prorrogação do Convênio que reduz a base de cálculo do PIS e COFINS; 
Apoio a Medidas Provisórias MPs, Projetos de Lei (PLs) e PEC’s de interesse do setor e da indústria, entre outras iniciativas.

A maioria dos temas listados acima foram apresentados para mais de uma autoridade, bem como, reformulados à medida que novas resoluções são anunciadas pelo Governo ou para atender demandas específicas das empresas do setor. 

E, de acordo com José Velloso, a ABIMAQ vai continuar atuando junto às mais variadas instâncias em âmbito Federal e Estadual, propondo medidas que auxiliem os fabricantes de máquinas e equipamentos a manterem suas atividades e se prepararem para a retomada assim que a situação voltar ao normal. 

“Em face dos possíveis efeitos deletérios ao setor, a ABIMAQ e o SINDIMAQ vêm mantendo contato permanente com representantes do "Gabinete de Crise" criado no âmbito do Ministério da Economia para implantar medidas que possam suportar as atividades das empresas”, explicou Velloso.

Deve-se ressaltar ainda, de acordo com o presidente executivo, que são medidas de caráter emergencial, a serem adotadas dentro de um período de 90 a 120 dias quando passaremos por fortes restrições.

Durante o mês de abril, o Departamento de Competitividade, Economia e Estatística, exerceu um papel fundamental no gabinete da crise. De acordo com Cristina Zanella, gerente da área, além das atividades de rotina, focou suas ações no monitoramento dos impactos do novo coronavírus no setor; nos anúncios das autoridades públicas direcionadas à mitigação da pandemia; e na eficácia das medidas governamentais anunciadas na manutenção da saúde financeira da indústria brasileira de máquinas e equipamentos. O foco principal do trabalho esteve relacionado à análise das medidas anunciadas e a elaboração de sugestões adicionais direcionadas à manutenção da saúde financeira das empresas fabricantes. 

“Nesse sentido – explicou Cristina - foram encaminhadas várias cartas circulares para autoridades contendo sugestões de revisões de abrangência, periodicidade e o que foi entendido pela equipe como necessário para aprimoramento das medidas anunciadas. Foram sugeridos ainda diversas outras ações de mitigação do impacto da pandemia nas atividades produtivas. A atividade de monitoramento das medidas anunciadas foi exercida por meio de acompanhamento diário das publicações do Diário Oficial, anúncios de autoridades, artigos e reportagens publicadas na imprensa brasileira”.

Foi necessário muito diálogo para o pleno entendimento das necessidades da indústria e dos impactos desejáveis sobre o setor. Foram realizadas adicionalmente análises de políticas implementadas em outros países e interlocução com associações, federações e confederações.

As atividades adicionais decorrentes da pandemia não inibiram a continuidade dos processos rotineiros do departamento de economia e estatística. Adaptações foram necessárias e suficientes para o bom andamento dos serviços oferecidos aos associados.

A equipe passou a atender em home office. E as divulgações antes presenciais, como ocorria com a imprensa, câmaras setoriais, conselhos, passaram a ocorrer remotamente sem perda qualidade ou audiência, ao contrário, as duas últimas coletivas atingiram os principais meios de notícia do país e as reuniões tiveram seu público aumentado.

Os contatos com a equipe de Governo, que já eram constantes antes da crise da pandemia da Covid-19 se intensificaram após a chegada do coronavírus no Brasil. Fomos envolvidos em diversos grupos de trabalho e as conversas estão frequentes. Isso permitiu que diversas sugestões das entidades, voltadas à mitigação da pandemia, fossem ouvidas e que algumas delas avançassem em favor da atividade produtiva e da geração de emprego.

As reuniões diárias realizadas entre os gestores da ABIMAQ, foi outra ação que nasceu com a Covid-19 e dinamizou a tomada de decisão das entidades. Surgiu aí um grupo interdisciplinar ainda mais próximo que ampliou sobremaneira a produtividade das entidades.

De acordo com Lariza Pio, “a implantação do gabinete da crise proporcionou agilidade nas decisões e também novas ideias de como nos mantermos próximos aos associados, como: reuniões de câmaras, conselhos de administração e diretoria plenária exclusivamente online, webinars, hotsite, entre outros”.

APOIO ÀS AÇÕES DE CARLOS DA COSTA (SEPEC) CONTRA A PANDEMIA

Nessa primeira reunião do gabinete da crise, em 21 de março, um dos temas foi o apoio do setor produtivo na produção de bens destinados ao combate à pandemia, como, por exemplo, respiradores. Detectou-se que a ABIMAQ poderia contribuir realizando um trabalho para desenvolvimento da cadeia produtiva de respiradores e máscaras. O presidente executivo disponibilizou o departamento de tecnologia da ABIMAQ para promover um levantamento em seu banco de dados de todos os fabricantes de máquinas e equipamentos que poderiam desenvolver partes e componentes para compor a necessidade adicional de produção apresentada pelo Secretário Carlos da Costa, que previu uma produção adicional de 2000 respiradores por semana, durante 16 semanas.

Nesse mesmo dia, Velloso criou um grupo de WhatsApp que chegou a ter quase 250 participantes para apoiar no desenvolvimento de produtos, não só de respiradores, como também máscaras e outros equipamentos de proteção para auxiliar no combate à pandemia. 

Esta ação mobilizou as empresas da indústria de máquinas e equipamentos e algumas dessas iniciativas podem ser conhecidas no hotsite, criado pelo departamento de marketing, com o suporte das diretorias de tecnologia, de comércio exterior e de mercado interno da associação. www.abimaq.org.br/combate-covid/index.html.

Na prática, a área de mercado interno identifica as ações das empresas, que por sua vez passam por uma curadoria das áreas de tecnologia e de comércio exterior da ABIMAQ. “São diversas ações das empresas do setor que demonstram a importância da indústria brasileira e o senso de responsabilidade e cidadania dos nossos empresários”, conta João Alfredo Delgado, diretor executivo de Tecnologia. Veja mais sobre essas iniciativas, na página 21 do INFORMAQ.

O resultado desse trabalho, que de acordo com Delgado, foi de suma importância para desenvolvimento de equipamentos para enfrentamento desse momento difícil de carência de equipamentos, teve como efeito colateral, uma maior integração entre os fabricantes associados e seus respectivos clientes e fornecedores, criando uma massa de inteligência que desenvolveu soluções importantíssimas ao combate desse vírus. 

Para ele, foi uma experiência de atuação em rede altamente satisfatória, poque os problemas foram sendo resolvidos no momento em que surgiam. “Faltava acetato – explica Delgado – alguma câmara setorial da ABIMAQ fornecia uma lista de possíveis fornecedores. Faltava corte a laser, outra câmara socorria. E no principal problema, que era ampliar a capacidade de produção das indústrias na área de ventiladores mecânicos, o trabalho foi ainda maior, porque tivemos que procurar o fornecimento de partes e peças que viabilizassem um aumento de produção, além de agilizar os processos de licitação do governo e capacitar as nossas associadas às exigências para aprovação. Foi uma experiência muito rica.”

Anita Dedding, gerente de Tecnologia, considerou fantástica e intensa a experiência da ABIMAQ com as indústrias de máquinas e equipamentos, que não medem esforços no enfrentamento do COVID-19, do risco potencial no desenvolvimento da doença pela população. A partir de um trabalho conjunto, em rede, onde todos somam e se complementam são registradas as iniciativas, articuladas aproximações entre empresas, governo e universidades, praticamente de uma forma orquestrada para a fabricação de produtos médicos hospitalares, tais como Face Shields, leitos, ventiladores pulmonares, peças, partes, componentes e insumos para fabricação ou manutenção de equipamentos, incluindo serviços de usinagem, corte a laser de peças, impressão 3D, modelagem e simulações, entre outros serviços e expertises, além de doações para o atendimento das pessoas mais vulneráveis”.

“Além disso – explica Delgado – a partir daí - a ABIMAQ vem municiando de informações o Datamaq e também monitorando a Plataforma do Mercado Eletrônico, visando ajudar a encontrar, na indústria nacional, fornecedores de componentes críticos para os ventiladores pulmonares.”

De acordo com Felipe Borges da Silva, do departamento de Cadastro e Análises Técnicas, a Plataforma do Mercado Eletrônico tem como objetivo facilitar a comunicação e o rastreamento da demanda x oferta de componentes, entre as empresas fabricantes de ventiladores pulmonares e fornecedores de peças e componentes críticos para esses ventiladores. www.me.com.br. 

INFRAESTRUTURA DE HOME OFFICE

Para que tudo isso fosse possível, que essa transformação digital fosse implantada imediatamente, tornando a realização de reuniões com o governo, com associados e até mesmo a realização da plenária fosse feita de forma digital e não presencial, foi preciso uma atuação precisa do departamento de tecnologia da informação. Lembrando inclusive que aproximadamente 1/3 dos colaboradores da ABIMAQ foram colocados em trabalho remoto, ou seja, home office.

De acordo com Robson de Freitas, só com a utilização da tecnologia é possível o trabalho remoto e a realização de reuniões não presenciais, que só no gabinete da crise, chegaram até 30 de abril a mais de 40 reuniões.

Para ele, cinco pilares são fundamentais:

1) Comunicação: Ferramentas de comunicação são essenciais para que as pessoas possam se comunicar com seus pares, clientes e fornecedores. Ferramentas como o ZOOM permitem, compartilhamento de arquivos, vídeo e voz entre outros recursos.

2) Gestão: Ferramentas de Gestão de atividades são fundamentais para manter a boa organização e medir a produtividade e entrega dos colaboradores home office. As ferramentas permitem compartilhamento de documentos, lembretes, controle de atividades.

3) Telefonia: É importante realizar o redirecionamento de chamadas dos ramais para que a comunicação com os clientes não seja prejudicada.

4) Infraestrutura de rede: A adequada infraestrutura de rede é fundamental para o bom funcionamento, são pormenores que para o usuário é transparente, nem lembra que existe. Qualidade de conexão, redundância de equipamentos, protocolos de proteção, criptografia entre as pontas e um Compliance de Governança e Segurança da Informação.

5) Segurança da Informação: Manter os Sistemas Operacionais e Antivírus atualizados é uma premissa. É importante a orientação constante aos colaboradores quantos a hábitos de utilização e cuidados no ambiente tecnológico. 

A ABIMAQ tem trabalhado para manter a infraestrutura de tecnologia da informação apta para suportar todos os seus colaboradores em home office, com respectivo espelhamento de todos os computadores na sede.

Lucas Batista Santana, auxiliar de tecnologia da ABIMAQ, ficou responsável pela operação de todo o aparato tecnológico na sala do gabinete da crise e confessou que no início estava muito preocupado com a responsabilidade do trabalho, mas com o passar do tempo se sentiu orgulhoso de realizar esse função, que representava tantos desafios. Ele exemplifica: “Imagina se eu cometesse um erro em uma reunião com algum ministro de Estado, ou se não conseguíssemos manter 500 ou 600 pessoas conectadas, como aconteceu na realização de um webinar. Todas eram funções de muita responsabilidade. Mas felizmente tudo está funcionando a contento e os elogios que tenho recebido tem me mantido muito motivado com essa nova responsabilidade”.

De acordo com Velloso, a tecnologia da informação implantada na ABIMAQ, ao logo dos últimos anos permitiu compartilhamento de diversas reuniões, desde as diárias com os gestores no gabinete da crise até reuniões com governo federal, estadual e, inclusive a realização da plenária.

O administrador de redes da ABIMAQ, Rodrigo T. de Souza, diz que “vale ressaltar que poucas empresas estavam de fato em condições de executar uma força tarefa em tempo hábil para uma virada complexa e sem paralisação de suas atividades. A pandemia pegou todos de surpresa”.

Nesse sentido, Rodrigo diz que “os recursos de tecnologia da informação foram essenciais para manter a ABIMAQ em funcionamento integral sem que houvesse se quer 1 (um) dia de pausa total em seus atendimentos internos e externos. Foram mais de 100 computadores e ramais telefônicos configurados e adequados para conexão remota”. 

Nestas configurações, o administrador de redes diz que foi imprescindível manter a segurança da informação em alta escala, uma vez que, estes períodos críticos na história da humanidade, sempre geraram oportunidades para infratores digitais (crackers / piratas virtuais) e brechas de invasões e destruição de informações digitais. Conseguimos com êxito realizar a virada digital sem que houvessem ataques, e para isso contamos e agradecemos à compreensão de todos os envolvidos”.

Ele conclui dizendo que “vivemos uma nova era, um novo conceito de trabalho e adequação aos colaboradores, continuamos trabalhando duro para manter a estabilidade, sustentação e segurança do ambiente corporativo mesmo que virtualmente”.

WEBINARES

Dentro dos estudos e encaminhamento de sugestões ao governo, como comunicar aos associados? Como fazer a informação chegar aos interessados? Lariza Pio responde: “Realizamos 03 webinars ou lives, com mais de 1.800 participantes. O primeiro com a participação de José Velloso e executivos da ABIMAQ, sobre As Medidas emergenciais para minimizar os efeitos da crise de pandemia, (P. 16), o segundo abordando as Medidas Trabalhistas (P.17) e o terceiro com o tema Esclarecimentos sobre Financiamentos (P.18). Para a elaboração dos convites enviados via e-mail e WhatsApp pensamos em uma linguagem mais acessível e de fácil entendimento para que os associados conseguissem se adaptar as novas mudanças nessa era digital”.

Em parceria com a empresa Ploomes foram realizados dois Webinars com foco em vendas onde a ABIMAQ teve alto índice de participantes, com mais de 1.500 pessoas se atualizando sobre o tema.

Ainda dentro do tema de comunicação com os associados, Lariza Pio informou que com o apoio da equipe da ABIMAQ, “elaboramos 53 comunicados entre Presidência Informa, ABIMAQ Comunica e SINDIMAQ Comunica, sobre as medidas emergenciais dos governos e também orientações aos nossos colaboradores”.

Ricardo Aguilar, Analista de Marketing Pleno da ABIMAQ disse que foi uma experiência muito desafiante, porque “conforme as informações foram chegando ao Departamento de Marketing, analisamos qual a melhor forma para que o associado tivesse fácil acesso aos conteúdos, esse foi um dos principais motivos que criamos o hotsite Medidas Emergenciais”.

Nelson Padilha Junior, assistente de eventos, foi um dos colaboradores da ABIMAQ que ficou de quarentena após 15 dias de viagem para Portugal com a família em março. “Os 10 primeiros dias da viagem conseguimos fazer o roteiro normalmente, mas nos últimos cinco dias ficamos confinados, pois, a maioria das atrações em Lisboa começaram a fechar por entrar em vigor medidas restritivas. Mas o maior dor de cabeça foi a volta porque cancelaram o nosso voo e eu fiquei mais de 10 horas no aeroporto para remarcar. Acredito que tivemos sorte ao retornar para o Brasil”. 

Junior relatou que após o retorno teve medo de estar com a Covid-19, além da questão do emprego visto que a área de eventos parou por causa da pandemia. “Os 14 dias em casa foi um período de autoconhecimento”.

Reuniões na ABIMAQ não param

Diante da crise da pandemia do coronavíruis, as reuniões das câmaras setoriais, grupos de trabalho, conselhos temáticos e das sedes regionais da associação tiveram a sua realização intensificada por meio de videoconferência. 

No período de 15 de março a 30 de abril houve a participação de de 642 empresas associadas nas seguintes reuniões: CSCM, CSTM, CSGF, CSMF, CSFEI, CSHPA, CSMAIP, CSVED, CSMEPS, CSMGG, CSQI, CSMLIMP, CSDAER, CSMAT, CSBM, CSVI, CSENO, CSMIAFRI, CSMR, CSPEP, CSMPAN, SINDESAM, GT Energia Solar, GT EM, GT ARM, GT Elevadores, Conselho de Defesa, Conselho de Energia Eólica Onshore e Offshore, Conselho de Metalurgia e Mineração, Conselho de Óleo e Gás, Conselho de Defesa, diretoria ABIMAQ RS e diretoria ABIMAQ Paraná. 

“Mesmo com a mudança, o quórum de participantes dos encontros online aumentou no geral 29% em comparação das reuniões presenciais”, afirmou Marcos Perez, superintendente de Mercado Interno da ABIMAQ, totalizando 642 participantes nos últimos 45 dias. 

No geral os temas tratados foram: situação conjuntural do setor; perspectivas e cenários para 2020; recomendações da ABIMAQ e ações do governo face à pandemia Covid-19 com a participação dos Departamentos Jurídico, Financiamentos e Competitividade, Economia e Estatística. 

PERCEPÇÕES

Uma das reuniões que teve o aumento significativo de presença foi da CSMGG, que passou de 4 participações para 22. “Sempre tivemos a opção de acompanhar o encontro online, no entanto, a percepção que tive da última videoconferência é que as pessoas estavam mais engajadas com as pautas discutidas. Inclusive, muitos dos representantes das empresas que não participavam antes estavam presentes”, relatou Daniel Lemos Machado, Gerente Executivo de Câmaras Setoriais. 

Outra reunião com quórum maior foi do GT-Energia Solar. “Normalmente presencialmente tínhamos a presença entre 5 a 7 pessoas nas reuniões. Agora online, houve a participação de 15 pessoas na reunião de março e de 20 na reunião de abril”, explicou Sandra Donegatti, Gerente Executivo de Câmaras Setoriais. 

Já do Conselho de Energia Eólica Onshore e Offshore, Sandra destacou que a presença foi de 34 pessoas na reunião de março e de 36 na de abril. “Em ambos os encontros, foi nítido que o debate foi rico com sugestões de pleitos e até mesmo com ‘lição de casa’ para dar andamento das pautas trabalhadas. Os presentes relataram que gostaram da opção virtual por não gastar tempo com deslocamento, mas sentem um pouco a falta da conversa na hora do ‘café’. Além disso, eu tive a facilidade de passar as informações solicitadas pelas associadas durante o encontro por estar perto do meu computador”. 

Gustavo Marcelo Szymsiowicz, Gerente Executivo de Câmaras Setoriais, mencionou que nas reuniões da CSFM e GT-MAV, em que as associadas sempre tiveram a alterativa de assistir online, percebeu que no último encontro, apenas virtual, os presentes estavam mais focados nos conteúdos e houve ganho de produtividade. “Com relação as outras câmaras (CSMAIP, CSMF, CSHPA, CSFEI), que foi realizada uma videoconferência pela primeira vez, ocorreu o aumento do quórum, inclusive de empresas de outros Estados”. 

De acordo com Marcos Perez, superintendente de mercado interno, a ABIMAQ tem tomado todas as providências para que a reunião seja o mais próxima possível do que sempre foi realizada. “Abrimos a sala, inclusive, meia hora mais cedo para permitir a conversa entre os participantes, substituindo, de certa forma, o networking presencial”, afirma Perez

NOVA INICIATIVA

A ABIMAQ iniciou também uma ampla ação de contato direto com os associados para garantir que todos estejam cientes das medidas emergências aplicáveis às suas empresas. O foco desta ação foram as empresas identificadas pelo CRM da ABIMAQ que não estavam participando das reuniões e webinars do último mês. Durante as últimas 3 semanas de abril/2020, cerca de 468 associados foram orientados por telefone, de forma que muitos desses contatos geraram consultas aos plantão de dúvidas ao associado.

IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO EM BRASÍLIA

Outra área importante neste momento de crise é a diretoria de relações governamentais das entidades. O escritório político de Brasília tem acompanhado sistematicamente as ações da Presidência da República, dos ministérios, do Congresso, além da publicação de atos normativos (medidas provisórias, decretos, portarias, entre outros) no Diário Oficial da União. Outra atividade ainda mais importante neste momento de crise é o monitoramento dos Projetos de Lei – nesse tema o escritório tem atuado junto aos parlamentares por medidas ao setor, sempre apoiado pelos consultores jurídicos das Entidades na assessoria e nas propostas de emendas.

Por sua vez, a consultoria jurídica das áreas trabalhista, tributária, contratual e comercial da ABIMAQ/SINDIMAQ tem atuado no esclarecimento de dúvidas das associadas, por e-mail ou telefone, e na divulgação dos atos normativos e entendimentos jurídicos pelos meios de comunicação das entidades. “Uma área que tem sido muito acionada nesse momento de crise pelas empresas do setor é a trabalhista, que tem sido fundamental na negociação de acordos com os sindicatos dos trabalhadores, apoiando assim as nossas empresas”, comentou Velloso.

“Muitas sugestões nossas ao governo depende de prévio estudo, confecção de pleitos, reuniões com as autoridades responsáveis para apresentar os nossos argumentos, acompanhamento diário do Diário Oficial, pois todas as medidas de crise adotadas pelo Governo para tentar minimizar os efeitos da COVID-19 são publicadas no Diário Oficial e não raras vezes nas madrugadas. Acordamos com dezenas de mensagens no WhatsApp, vamos lendo, analisando as Leis, MPs, Instruções Normativas, Portarias e demais atos normativos, para poder entender seu conteúdo e, assim, fazer os comunicados ao setor”, explicou Hiroyuki Sato, diretor executivo de Assuntos Tributários, Relações Trabalhistas e Financiamentos.

O corpo jurídico da ABIMAQ/SINDIMAQ conta com 9 advogados: Hiroyuki Sato, diretor jurídico, Camilla Toledo, gerente jurídica trabalhista, Luiz Silveira, coordenador jurídico, Eduardo Silveira e Juliana Gonçalves – todos sócios do Silveira Advogados, Anne Joyce Angher, Denis Chequer Angher e Juliana Farinelli Medina – sócios do Angare e Angher Advogados Associados, e que nos assessoram nas áreas tributária, cível e comercial, além do Fernando Carnavan, sócio do Leone e Carnavan Advogados, que nos assessora na área de negociações coletivas.

Camilla Tolledo afirma: “Estudamos cada norma a fundo, para dirimir as dúvidas que são trazidas pelos nossos associados, para mantermos nosso hotsite da crise atualizado em tempo real, preparar e montar os comunicados, webinars e lives, com a ajuda das demais áreas da ABIMAQ/SINDIMAQ e com o essencial suporte das áreas de TI e Marketing, que nos ajudam em toda a parte estrutural e de comunicação com os nossos associados e não associados”.

O departamento jurídico é responsável também pelo acompanhamento quase que em tempo real de todas as sugestões aos governos, se foram ou estão sendo atendidas, e para verificar a edição daquelas que ainda não foram.

“Na MP 936 – exemplificou Toledo - sugerimos uma emenda modificativa para liberar a negociação individual em todas as faixas salariais e contamos com o apoio do deputado Vitor Lippi para apresentá-la na Câmara dos Deputados, bem como encaminhamos Ofício ao Presidente do STF para que fosse antecipado o julgamento pelo pleno e rejeitada a liminar concedida pelo Ministro Ricardo Lewandowisk”. 

O departamento jurídico apresentou, também, sugestão de emenda supressiva de artigo do PL 1179/2020, com a finalidade de possibilitar a renegociação, revisão e/ou rescisão de contratos em caso de aumento da inflação, variação cambial, desvalorização ou substituição do padrão monetário.

Foram feitos ofícios ao governo de vários estados e municípios, informando que o setor de máquinas é atividade essencial e não pode parar.

O jurídico também tem participado, de forma online, de reuniões em várias câmaras setoriais para esclarecer as medidas de crise adotadas pelo Governo.

Respondeu mais de 500 consultas de associadas, sobre os mais variados assuntos, com a finalidade de ajudá-las no enfrentamento dos problemas causados pela crise.

E não paramos um só dia, o advogado Fernando Leone Carnavan, esteve sempre a postos inclusive durante o seu tratamento da COVID-19.

Para ele, o trabalho foi muito desafiador, porque embora a prescrição médica recomendasse repouso, ele sabia das necessidades prementes de esclarecimentos que os associados da ABIMAQ estavam demandando. “Assim - explicou Carnavan – tão logos as condições do tratamento permitiram, começamos a atender as solicitações ainda que remotamente, porque sabíamos da angústia e necessidade de muitos dos empresários associados à ABIMAQ”.

CONSULTORIA JURÍDICA TRABALHISTA

Nessa área, a advogada Camilla explicou que houve um aumento na procura pelas empresas. Em fevereiro foram 52 consultas, em março 90 e abril 140, além de mais de 150 consultas durante a webinar, sendo a maioria dos questionamentos relacionados às novas medidas anunciadas pelo governo nas MPs 927 e 936, dúvidas sobre como implantar o lay off ou o acordo de redução de jornada e salários, quais faixas salariais podem ser negociadas diretamente com os funcionários e quais precisam ser negociadas com o sindicato dos empregados, a questão das férias que também foi flexibilizada pela MP 927 quanto à sua comunicação ao funcionário. 

De acordo com Luiz Silveira, nas consultorias jurídica cível, comercial e tributária, em razão da pandemia e para agilizar o atendimento, foi aberta exceção à regra de respostas às consultas somente por escrito e as associadas passaram a ser atendidas também por telefone. Tivemos também um aumento substancial da quantidade de consultas escritas; em fevereiro foram 20 consultas, em março 40 e abril 50, sobre temas como renegociação e rescisão de contratos, medidas emergenciais publicadas pelos governos, notadamente na área tributária.

Dr. Sato

“O regime de trabalho realizado na residência dos trabalhadores, ou em outro local que não o estabelecimento do empregador, não é novidade pois está previsto e regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. Essa forma de trabalho pouco difundida no Brasil, embora bastante praticada em países desenvolvidos, tornou-se uma forma de minorar os riscos de contágio da Covid-19 afastando os trabalhadores do contato pessoal, naturalmente naquelas ocupações em que ela é possível. No caso da indústria de máquinas, por exemplo, tal prática não seria viável nas funções de produção, é claro.

Embora, ao longo da minha vida profissional já houvesse exercido algumas atividades à distância depois que apareceu o computador pessoal, mas a atual experiência tem sido mais ou menos inédita e estou aprendendo muito e chegando à conclusão de que é um regime plenamente viável em muitas das ocupações. Acho que a atual crise, apesar do seu lado trágico pelo sofrimento causado a todos os povos do planeta, deve mudar em muito o sistema de trabalho, principalmente nas grandes cidades, resolvendo alguns problemas causados pela alta concentração populacional.

Com isolamento compulsório, muitas das práticas que vinham sendo introduzidas no mundo dos negócios, mas de forma muito lenta, passaram a ser a salvação para que as atividades econômicas não fossem mais afetadas. Além do trabalho à distância que se generalizou, as reuniões de pessoas, de um modo geral, desde as sessões dos tribunais, dos parlamentos e das empresas, passaram a ser feitas pela via "online", graças à tecnologia da informática capaz de assegurar uma qualidade confiável em termos de interatividade, confidencialidade e comodidade. 

Tenho a nítida impressão de que o mundo do trabalho terá grandes transformações a partir da volta das atividades normais com a passagem da avassaladora onda do novo coronavírus. A transformação digital será inexorável depois da crise!”

SINDICAL

O SINDIMAQ, desde o início da pandemia, tem intensificado sua atuação. Formando o Grupo XIX-2 junto com o SINAEES, tem negociado com as principais centrais sindicais em São Paulo – FEM CUT, FORÇA SINDICAL, CSB, Intersindical e Conlutas, com as quais já fez mais de 10 reuniões virtuais para tratar da pandemia e o apoio às empresas para a manutenção dos empregos, além da participação direta do SINDIMAQ junto com a FIEMG em mais de 5 reuniões, também virtuais, com os sindicatos dos trabalhadores de Minas Gerais.

A advogada Camilla explicou: “Soltamos em uma parceria inédita, um comunicado conjunto orientando as empresas e trabalhadores, a pedido do Ministério da Saúde no sentido de que os trabalhadores considerados como grupo de risco, permaneçam em casa e, para isso, as empresas podem adotar as medidas elencadas na Legislação vigente, além de buscar entendimento junto aos sindicatos laborais locais para a adoção de outras alternativas conjuntas para a manutenção de postos de trabalho.

Às empresas e seus trabalhadores fora da zona de risco que permanecerem trabalhando, sugerimos que sejam adotadas todas as formas de prevenção e cuidado com a saúde do trabalhador, previstas nos protocolos do Ministério da Saúde e em documento assinado pelo SINDIMAQ, SINAEES e SINDIPEÇAS (todos sindicatos patronais) e pelas centrais sindicais FEM CUT e FORÇA SINDICAL (trabalhadores).

FINANCIAMENTOS

Assim que Governo e BNDES anunciaram as linhas de giro como forma de dar fôlego às empresas em função da paralisação econômica foi realizado um webinar no dia 07 de abril para informar as empresas e tirar dúvidas. (veja matéria na p. 18) 

Entretanto, mesmo diante das medidas anunciadas, o Departamento de Financiamentos da ABIMAQ tem recebido diversas queixas das empresas perante as instituições financeiras. De acordo com Giselle Rezende Santos, gerente do departamento de Financiamentos, os obstáculos encontrados pelos fabricantes ao procurarem os bancos, englobam desde a falta de conhecimento das linhas de crédito pelo gerente e vão até a aplicação de taxas de juros abusivas, com solicitação de excesso de garantias. “Dentre estes bancos estão os públicos e os privados, que compreendem as dificuldades financeiras, mas às vezes desconhecem o que foi anunciado pelo governo, o que dificulta a chegada dos produtos na ponta”, explicou a gerente. 

O primeiro problema enfrentando, todas as vezes que se anuncia na imprensa uma linha de crédito, ela ainda não está operacional, principalmente quando os recursos são oriundos do Tesouro Nacional. Estas dependem de Portarias do Tesouro Nacional sobre a dotação de recursos para linhas específicas. Dependem também de Resolução do Conselho Monetário Nacional do Banco Central que dita as condições de financiamento. Após essas publicações o BNDES emite documento de instrução às instituições financeiras e essas por sua vez preparam suas regras para divulgar para toda a rede bancária. Esse processo se torna moroso porque tanto o BNDES e instituições financeiras precisam adaptar seus sistemas de T.I. 

“Na prática – explicou Rezende - no anúncio de qualquer linha de financiamento ou crédito é necessário esclarecer ao público os trâmites para que a linha esteja operacional na ponta. Pois só o anúncio sem uma data de início da operacionalização é estressante”. 

A maioria das empresas quando nos procura anseia por uma linha de giro do BNDES sem a intermediação de um agente financeiro, essa forma diminuiria a burocracia e o custo da operação. 

Por outro lado, enquanto algumas empresas estão na luta em busca de capital de giro, outras vem nos surpreendendo com o crescimento da demanda pelo credenciamento de máquinas e equipamentos no BNDES, as empresas contudo estão preocupadas em atualizar seu cadastro junto ao BNDES, para serem beneficiadas das linhas de financiamentos ofertadas.

Rezende conclui explicando que “ao mesmo tempo que a ABIMAQ vem conversando com as autoridades para sensibiliza-los dos problemas que as empresas estão enfrentando, o Departamento de Financiamentos vem auxiliando pontualmente as empresas no acesso ao crédito. Está sendo notável e expressivo o número de empresas que procuram o Departamento de Financiamentos da ABIMAQ em busca de um apoio, uma solução para os problemas que estão enfrentando no acesso ao crédito. O Departamento registrou nesse mês de abril um aumento de 65% de pedidos de apoio junto aos bancos se comparado no mesmo mês de 2019. No ano passado fechamos o mês de abril em 130 atendimentos contra 200 neste mês.

MERCADO EXTERNO

A diretoria de Mercado Externo, além de apoiar as ações das outras áreas da Entidade, tem atuado visando à premente necessidade de preservar o fluxo de operações de comércio exterior de suas associadas, e para isso tem mantido ativo a sua assessoria dos temas da área.

De acordo com Patricia Gomes, diretora executiva de Mercado Externo da ABIMAQ, “ a área tem realizado o acompanhamento das normativas editadas pelo governo federal em variadas frentes, promovendo, por exemplo, reduções das alíquotas do imposto de importação, suspensão de medidas de defesa comercial (antidumping) para produtos empregados no combate à pandemia, ampliação dos prazos de liquidação de instrumentos de crédito vinculados à exportação, entre outras, que podem ser conhecidas no hotsite das medidas emergenciais”.

 Sugestões dirigidas ao Ministério da Economia, Receita Federal, Banco Central, Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior, entre outras, requerendo a prorrogação de atos concessórios do regime aduaneiro de drawback com vencimento em 2020 também foram apresentadas pelo departamento. Sugestão atendida no dia 4 de maio pela medida provisória 960/2020.

A extensão de prazo para liquidação de operações de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACCs) e de Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACEs), além da ampliação da validade de habilitação do RADAR/Siscomex, com posicionamento sobre a reforma do sistema oficial de financiamento e garantias às exportações e da consulta pública sobre a melhoria do regime de drawback, foram outras ações do departamento. 

Outra ação em andamento da diretoria de mercado externo é a elaboração da nova proposta de Projeto Setorial entre a associação e a Apex-Brasil. “Sabemos que pós-pandemia, o setor produtivo brasileiro demandará esforços e ações para reativar a sua atuação no mercado externo e, para isso, será necessário um programa para apoiá-las em sua promoção comercial, por meio da participação em feiras internacionais, rodadas de negócios (presenciais e virtuais), estudos de mercado, capacitação, entre outros”, conclui Patrícia Gomes.

PARTICIPAÇÃO NA IMPRENSA

Na impossibilidade de realização de coletivas presenciais mensais como tem sido feito todos os meses para divulgação de números setoriais, a assessoria de imprensa da ABIMAQ adotou nova estratégia de distribuição dos indicadores conjunturais para os principais jornalistas e formadores de opinião, que foi divulgar horizontalmente informações da ABIMAQ e se tornar mais presente por meio do agendamento de entrevistas telefônicas, após o envio dos dados, com o presidente executivo José Velloso. 

O resultado está no quadro abaixo e de acordo com Vera Lucia Rodrigues, assessora de imprensa da entidade, “O papel da imprensa está sendo fundamental durante a gestão dessa crise, na medida em que tem dado visibilidade às principais necessidades dos associados e dificuldades de implantação das medidas anunciadas pelo governo. Com as entrevistas realizadas por grandes veículos de comunicação, conseguimos expor de maneira clara, problemas e medidas para mitigar dificuldades dos associados em três esferas: manutenção das atividades; manutenção do emprego; medidas para estimular a demanda".

Outra ação realizada pelo departamento de imprensa e pelo departamento de marketing foi a gravação de vídeos para as mídias sociais que também desempenharam um papel importante nesse gabinete da crise.

Fizemos 32 posts no Facebook, Instagram e LinkedIn no mês de março e 21 no mês de abril. 

E o presidente executivo gravou vários vídeos para envio aos deputados e senadores.

ABIMAQ foi citada três vezes no mesmo dia na Globo News

No dia 27 de fevereiro, a ABIMAQ foi citada três vezes durante a programação do canal de notícias Globo News com os seguintes temas:

Efeitos do coronavírus: presidente da ABIMAQ afirma que por enquanto não estão faltando componentes

ABIMAQ diz não ter dado que indique desabastecimento por causa do coronavírus

ABIMAQ: Empresas buscam fornecedores nacionais / Presidente da ABIMAQ, José Velloso comenta.

IMPORTÂNCIA DA INDÚSTRIA 

Outra ação importante foi a criação de um vídeo em apoio a Indústria com o tema A indústria unida por um propósito que já contou com mais de 3.200 visualizações no YouTube.

Clique aqui e conheça. https://youtu.be/rFQlyTh0MRk.

De acordo com Lariza Pio, em resposta ao vídeo, a ABIMAQ recebeu das empresas associadas informações de diversas ações que estão sendo organizadas para atender as necessidades urgentes de produtos médicos hospitalares no enfrentamento ao novo coronavírus, quer seja na segurança das pessoas, ou no impacto na economia. Leia a matéria completa na página 21.

FEIRAS 

Nos últimos meses temos acompanhado o adiamento e até cancelamento de grandes eventos pelo mundo devido a pandemia do Coronavírus e entre eles estão as feiras de negócios dos mais variados segmentos. No Brasil não foi diferente, vários eventos foram remanejados para o segundo semestre ou para o próximo ano e alguns tiveram sua edição cancelada.

Para ABIMAQ, as feiras são excelentes ferramentas para alavancar as vendas e fortalecimento do setor. Dentre suas ações neste sentido, está o apoio para mais de 40 eventos por ano e também a realização de 4 feiras de segmentos estratégicos. Neste ano, suas feiras Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação – uma das maiores feiras do setor no mundo – e a FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, maior feira do setor metalmecânico na América Latina, tiveram suas datas postergadas.

Das feiras apoiadas pela entidade, 18 já tiveram suas datas alteradas para o segundo semestre, 2 para o próximo ano e alguns organizadores ainda aguardam para decidirem sobre a realização de seus eventos.

As feiras são muito importantes para as empresas fabricantes de máquinas e equipamentos, momento que esperam para apresentar seus lançamentos, posicionar sua marca no mercado, acompanhar as inovações tecnológicas, atualização com conteúdo técnico e de gestão, além da oportunidade para fechar negócios e conhecer novos clientes. Comprovando a importância dos eventos para o setor, em 2019 cerca de 600 empresas associadas participaram das feiras apoiadas e realizadas pela entidade.

“Estamos confiantes que em breve retomaremos as ações para realização dos eventos, com certeza em um novo cenário e com medidas adotadas pelas organizações e pavilhões que visem proteger e resguardar a vida de todos os participantes. As feiras são ferramentas importantes para os diversos segmentos da economia e após esse período serão ainda mais necessárias para a retomada do crescimento” considera Vilma Barros, gerente de feiras da ABIMAQ.

Cristina Zanella faz uma análise econômica

1) Acompanhamento de conjuntura nacional e internacional na intenção de entender como a pandemia vem afetando as atividades econômicas

Os impactos da pandemia nos países que passaram pela fase em que o Brasil atualmente se encontra é um importante indicativo para o cenário econômico nacional. Dados recentemente divulgados pela China, Estados Unidos e países da zona do Euro tem nos permitido compreender que o impacto será duro e poderá causar uma crise muito profunda na atividade econômica, a depender das políticas de controle da proliferação do vírus e mitigação de seus impactos na economia.

A retomada ainda parece ser uma incógnita. As novas divulgações reforçaram nosso entendimento que não será uma recuperação em forma de V, como aventado anteriormente, onde a forte queda é imediatamente seguida de uma forte recuperação. Dados mostram que não podemos descartar uma recuperação mais demorada ou, até mesmo, novas ondas de infecções em razão da falta de tratamento efetivo contra a Covid-19 e de vacina, com prováveis novos impactos negativos na atividade econômica.

Informações como estas nos ajudam a entender os impactos da Covid-19, das políticas econômicas e de afastamento social, fundamentando assim os diálogos com a sociedade e governo.

2) Acompanhamento dos impactos na indústria de máquinas e equipamentos

Quinze dias após o início da quarentena estabelecida para reduzir a contaminação pelo novo coronavírus, o departamento de economia e estatística se dispôs a medir os impactos da pandemia nas atividades fabris da indústria brasileira de máquinas e equipamentos.

A primeira pesquisa foi realizada na semana do dia 30 de março a 03 de abril de 2020 e mostrou que a pandemia já havia afetado a atividade produtiva com adiamento ou cancelando investimentos, na restrição de parte da cadeia de suprimentos, transportes de mercadorias e mobilidade da mão de obra, entre outras.

Estas informações levantadas junto aos associados, foram de extrema utilidade no estímulo de políticas públicas para mitigação, já naquele primeiro momento, dos danos causados na economia nacional e, especificamente, no setor produtor de máquinas e equipamentos.

Trinta dias após aquela pusemos em curso nova sondagem junto aos fabricantes do setor, desta vez buscando entender adicionalmente, se as medidas implantadas pelos Governos resultaram na efetiva mitigação dos impactos da crise do setor e identificar adicionalmente medidas ainda necessárias. Os resultados ainda não foram consolidados, mas temos certeza que as informações que nascerão daí permitirão outras muitas ações das entidades.

Estudos como estes nos permitem ser mais assertivos em favor da manutenção do processo produtivo e, por isso, provavelmente se repetirão ao longo desta crise.





Número: 243
Março/2011

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