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Edição 22351 de 22/02/2021

Destaque

01 - O caminho das águas


É no caminho do mar brasileiro que está o horizonte para a retomada do crescimento da gigante alemã Thyssenkrupp, após perder 40% da receita global com a venda, no ano passado, da divisão de elevadores, que era sua unidade de negócios mais conhecida. No último ano fiscal (de outubro de 2019 a setembro de 2020), o faturamento da companhia alcançou 29 bilhões de euros, contra 40 bilhões de euros do período anterior. A aposta para a recuperação na América do Sul está no contrato assinado em 2020, no valor de R$ 9,1 bilhões, pela Marinha do Brasil com o Consórcio Águas Azuis, liderado pela empresa germânica, para a construção de quatro fragatas até 2028. “Espero recuperar essa parcela do faturamento perdida e superar essa receita. O objetivo é dobrar de tamanho no continente em três anos”, disse Paulo Alvarenga, CEO da Thyssenkrupp na América do Sul.

O grupo alemão fechou o ano fiscal com R$ 3 bilhões de receita na região, ante R$ 5 bilhões no exercício anterior. Na América do Sul, o Brasil representa 80% do total. Das 20 plantas industriais da companhia no continente, 16 estão no Brasil, duas no Chile e duas no Peru. E aí a construção das quatro fragatas entra de forma decisiva. Até esse contrato, a companhia não atuava na área de defesa naval no País. Elas poderão atuar na proteção dos 5,7 milhões de km² de território marinho, chamado pela Marinha de Amazônia Azul, onde estão reservas de óleo e gás e da camada de pré-sal. Além disso, a modernização da frota tem a ver com uma necessidade de atuação geopolítica. O poderio de defesa demonstra também quanto um país pode contribuir em uma missão oficial. E, nos últimos anos, o Brasil vem perdendo protagonismo.

Se por um lado o foco naval é a saída, a venda da linha de elevadores também pode virar oportunidade. Com o caixa reforçado, será possível saldar a dívida que alcançava 5 bilhões de euros. “Foi importante completar essa transação porque a dívida elevada estava limitando nossa capacidade de investimento”, afirmou Alvarenga. “É muito ruim quando há boas oportunidades de negócios e não há recursos para isso.” A divisão foi vendida por 17 bilhões de euros a um consórcio formado por Advent, Cinven e fundação RAG.

Mesmo com novo dono, o segmento de elevadores ainda segue com o nome da Thyssenkrupp.

ENTREGA E é justamente com parte desses recursos que a empresa esperar dobrar de tamanho no continente, a partir dos investimentos na área naval. A primeira fragata, que demanda mais tempo para ser construída por causa do desenvolvimento da engenharia, será entregue em 2025. As demais serão concluídas nos três anos seguintes. Para construir os navios, a empresa alemã que chegou ao Brasil no século 19 a partir de encomendas de máquinas para cunhar moedas por Dom Pedro II, comprou, logo após a concretização do negócio com a Marinha, um estaleiro em Itajaí (SC). A aquisição do estaleiro possibilitará outros negócios do tipo com países da América do Sul. O projeto resultará na contratação de pelo menos 800 funcionários, juntando-se aos 4 mil trabalhadores da empresa na América do Sul. Desse total, pelo menos 3,5 mil estão no Brasil.

Além da Thyssenkrupp, o consórcio Águas Azuis é formado por Atech e Embraer. O projeto prevê transferência de tecnologia. Para Bruno Galhardo, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais, Offshore e Onshore da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSENO/Abimaq), a construção dos navios terá um impacto muito positivo na cadeia de fornecedores locais.

“É importante para a indústria naval, para a indústria nacional, e poder agregar valor à cadeia”, disse Galhardo.

Para o CEO da Thyssenkrupp na América do Sul, a frota da Marinha carece de renovação e essas serão as embarcações mais avançadas produzidas no Brasil. Os navios, de 107 metros, terão lançadores de mísseis e torpedos, e capacidade para 136 tripulantes e um helicóptero. “A nossa tecnologia eletrônica que faz a gestão do navio será repassada para a Embraer. Isso foi importante para a celebração do contrato. É um casamento perfeito, já que o Brasil ganha com isso”, afirmou Paulo Alvarenga.

Se um em cada três edifícios no Brasil trazem elevadores da marca, a missão da companhia agora é conseguir manter que o botão para subir siga acionado. Desta vez, para navegar em mares mais calmos. E mais lucrativos.

Fonte: ISTOÉ Dinheiro

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02 - Especial/Máquinas Agrícolas: Reajustes não afastam produtor e mercado deve voltar a crescer


Apesar da alta dos preços das máquinas agrícolas, a boa rentabilidade de produtores rurais na safra 2019/20 e projetada para 2020/21 alimenta o otimismo da indústria e sustenta perspectivas de aumento nos volumes neste ano.

O presidente da AGCO América do Sul, Luis Felli, espera um aumento da ordem de 15% nas vendas do setor. A Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), prevê alta de 10% no faturamento da indústria, já considerando reajustes no preço do aço que vêm sendo feitos por siderúrgicas neste ano.

"Grosseiramente, os preços da soja e do milho dobraram (no último ano), enquanto os valores das máquinas agrícolas aumentaram em torno de 20%. Então a relação de troca ainda está muito vantajosa para o produtor", afirmou Felli ao Broadcast Agro. Ele lembra que no último ano o preço da soja passou da faixa de US$ 8/bushel para US$ 13,50 agora, ao mesmo tempo em que o dólar saiu de R$ 4 para R$ 5,40. "O produtor rural está em um momento bom, bem remunerado", reforçou.

O diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul, Gustavo Taniguchi, considera que o mercado de máquinas agrícolas deve avançar 5% neste ano. "Tivemos um 2020 muito positivo, aumentamos nossa participação em todos os segmentos em que atuamos e pretendemos continuar crescendo, em especial nas vendas de pulverizadores, colheitadeiras e em digitalização agrícola", afirma Taniguchi.

Os três executivos contam que as vendas estão aquecidas neste início de ano, mesmo com o esgotamento de recursos de linhas do BNDES que contavam com juros a taxas subsidiadas. O cenário de taxa Selic em patamar mais baixo, dizem, tem facilitado a procura por linhas de mercado em bancos privados e de fábrica. "No nosso banco (Banco CNH), o CDC tem rodado bem e bancos convencionais também estão trabalhando com outras linhas", conta Taniguchi, da New Holland. "Hoje há linhas em dólar e em euro competitivas, o BNDES Crédito Rural (linha do banco com taxas não equalizadas pelo governo), então o produtor está financiando por essas linhas", diz Felli, da AGCO.

A demanda aquecida se somou à falta de peças e tem gerado atrasos na entrega de produtos. "Desde julho do ano passado a indústria como um todo vem sofrendo de escassez de matérias-primas. Faltam aço, pneus, plásticos, por causa das paralisações das fábricas (no primeiro semestre de 2020 para tentar conter o avanço do coronavírus no Brasil), do desequilíbrio na cadeia de suprimentos e da lentidão na retomada (da produção)", afirma Felli.

O reaquecimento de alguns setores, como o automotivo, de construção civil, dentre outros, como o próprio agronegócio, também tem enxugado a oferta de matérias-primas para os fabricantes de máquinas agrícolas.

"Por outro lado tem o aumento da renda do produtor e uma tendência muito forte de ele fazer upgrade em suas tecnologias e máquinas. O grande desafio para o ano de 2021 é justamente poder atender a essa demanda", continuou.

Hoje, a AGCO já está com sua capacidade produtiva "tomada" até o fim do segundo semestre, considerando os pedidos realizados por produtores rurais. Máquinas referentes a novos pedidos só entrarão na linha de produção no segundo semestre, conforme o executivo. O prazo de entrega médio, de 60 dias, chega a 150 dias em alguns casos. Já os estoques dos concessionários têm produtos para atender, em média, demanda para 30 dias, quando normalmente esse prazo seria de 60 dias. "Hoje temos muita dificuldade em aumentar a capacidade de produção por falta de peças. O que pode não materializar a perspectiva de aumento de 15% do mercado neste ano é a oferta limitada", avalia Felli.

Em 2020, as vendas de máquinas agrícolas e de construção aumentaram 7,3% ante 2019, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que reunia, até o ano passado, os três maiores grupos de empresas do setor, além de outras fabricantes. A John Deere deixou a associação em novembro.

Já a CSMIA, que reúne cerca de 400 fabricantes de maquinário para agricultura, pecuária e armazenagem, fechou 2020 com aumento de 17,6% em faturamento real (já descontada a inflação), que atingiu R$ 22,2 bilhões. "É um aumento que não víamos desde 2013", comentou Oliveira. Em torno de 60% do resultado foi sustentado por produtores de grãos.

Fonte: Agência Estado

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03 - Complexo de inferioridade


(João Carlos Marchesan*)

O impressionante crescimento industrial chinês conseguiu, no arco de trinta anos, transformar a China na fábrica do mundo, tirou da pobreza mais de quinhentos milhões de pessoas e fez do país asiático a segunda potência mundial, demostrando, mais uma vez, não somente a importância da industrialização no desenvolvimento de um país, mas seu papel insubstituível na geração de empregos de qualidade, na capacidade de gerar P&D, e inovação e de propiciar o surgimento de um setor de serviços sofisticados.

O fato da China, não satisfeita de dominar a produção industrial em volume, querer assumir também a liderança em termos de tecnologia e qualidade, intenção explicitada, em 2015, em seu programa “Made in China 2025” que propõe alcançar, até 2025, o estado da arte em dez setores industriais estratégicos, fez surgir, entretanto, preocupações políticas nos principais países industrializados, que passaram a olhar com desconfiança o gigante chinês e a assumir posições defensivas ou antagônicas.

Assim, Donald Trump, em 2016, baseou sua campanha eleitoral no lema de “fazer a América grande novamente”, com o apelo de trazer as indústrias americanas de volta e, com elas, seus empregos. Conseguiu, com isto, ampliar seu apoio, em termos de votos, nos estados do “cinturão da ferrugem”, onde o desemprego industrial estava mais agudo, em função do processo de migração da produção para outros países, em particular para a China, e ganhou a eleição para a presidência dos EUA.

A Alemanha, igualmente preocupada com a crescente concorrência chinesa em bens industriais, que não mais se limita a produtos baratos, mas começa a disputar espaço com os equipamentos alemães mais sofisticados, resolveu defender suas empresas industriais e, no início de 2019, Peter Altmaier, seu ministro da Economia, submeteu à aprovação do governo um projeto intitulado “Estratégia Industrial Alemã 2030” como resposta aos movimentos das forças econômicas globais e em defesa de sua indústria.

As políticas adotadas, não somente pelos Estados Unidos e pela Alemanha, mas pela maioria dos países industrializados em resposta à perda de empregos qualificados e a uma certa estagnação econômica que ocorreu em função da migração de empresas e empregos para países em desenvolvimento, principalmente, para o sudeste asiático, tem como característica comum a defesa da indústria, reconhecendo nela um elemento fundamental para seu desenvolvimento econômico.

Vale a pena destacar, no documento alemão, as justificativas apresentadas por seu ministro da Economia ao defender o projeto, “Estratégia Industrial Nacional 2030”, como uma orientação de política industrial para a Alemanha e União Europeia. Com uma franqueza incomum, ele partiu da constatação de que a pujança da economia alemã deriva, em grande parte, da capacidade de sua indústria em manter a liderança tecnológica de seus produtos, conhecidos no mundo todo por sua qualidade e desempenho.

Mais especificamente, Altmaier reconhece, com todas as letras, que, há mais de setenta anos, o bem estar do povo alemão e sua qualidade de vida, não foram e não são consequência de uma dádiva divina e sim da quantidade e qualidade dos empregos que a competitiva indústria alemã permite oferecer. Esta prosperidade, construída ao longo dos anos pelo entendimento entre os setores econômicos, a sociedade alemã e o Estado, depende, essencialmente, da manutenção da competitividade de sua indústria.

Os exemplos da importância da indústria no processo de desenvolvimento dos países ricos, não se resumem aos citados acima. Na realidade, a história dos países desenvolvidos se confunde com a história de sua industrialização e do papel do Estado neste processo, o que desmente a discussão de que “nosso caminho não é o da indústria manufatureira, a não ser aquela ligada ao beneficiamento de produtos naturais”.

Essa discussão, iniciada por um destacado integrante da equipe econômica, exuma velhas ideias que se supunham mortas e enterradas. Ressuscita, duzentos anos depois, a teoria das vantagens comparativas para defender a tese de que o Brasil tem que se contentar em extrair minérios, plantar soja e criar bois, coisas nas quais ele é competitivo, e deixar de lado a indústria que é coisa de país desenvolvido.

Ele diz que até podemos ter alguma indústria desde que esta se resuma a processar commodities, sem muita complicação, deixando de lado veleidades de fabricar aviões, equipamentos, automóveis e outras coisas mais sofisticadas. Estas ideias revelam uma mentalidade neocolonialista e, no fundo, denotam um certo complexo de inferioridade.

Na contramão da reavaliação da importância do papel do Estado, que está ocorrendo no mundo todo, ele defende que o Estado não deve gastar recursos com atividades que não dão retorno. P&D e inovação, neste caso, não deveriam ser apoiados pelo setor público, em função do alto risco. Desenvolvimento de vacinas, muito menos, Teorias econômicas e ideologias à parte, teríamos que nos perguntar, tal como fez o ministro alemão, quem, ou o que, irá garantir o bem estar e a prosperidade da sociedade brasileira.

É público e notório que tanto a indústria extrativa quanto o agronegócio são exemplos na criação de empregos, mas este modelo econômico pode resolver o problema da Australia, uma nação com vinte e cinco milhões de habitantes, menos do que a população da Grande São Paulo, mas ele não serve para um país com 220 milhões de habitantes. Neste caso, quem irá criar os empregos necessários, em quantidade e qualidade, para resolver os problemas da pobreza, da desigualdade de renda, e para o desenvolvimento do país?

*João Carlos Marchesan é administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ.

Fonte: Jornal Diário do Comércio do Ceará

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04 – ABIMAQ é citada no podcast da Logweb


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Fonte: Logweb

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Comércio Internacional

01 - Dólar opera em forte alta, acima de R$ 5,50


O dólar é negociado em forte alta nesta segunda-feira (22), em dia de turbulência nos mercados após o presidente Jair Bolsonaro ter anunciado na noite de sexta-feira (19) a indicação de um novo presidente-executivo para a Petrobras.

Às 9h16, a moeda norte-americana subia 2,33%, a R$ 5,5127. Na máxima até o momento chegou a R$ 5,5327. Veja mais cotações.

Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 0,99%, a R$ 5,3874, acumulando avanço de 0,25% na semana. Na parcial do mês, ainda acumula queda de 1,52%. No ano, tem valorização de 3,86% ante o real.

Cenário

Por aqui, as atenções dos investidores se voltam para a mudança no comando da Petrobras e temores de intervenção do governo federal na política de preços de combustíveis.

Na noite de sexta-feira, Bolsonaro anunciou a indicação do general Joaquim Silva e Luna, atual diretor da Itaipu Binacional, para a presidência da Petrobras, no lugar de Roberto Castello Branco, gerando muitas críticas. Para que a troca na presidência da Petrobras seja concretizada, a indicação ainda precisa do aval do Conselho de Administração da Petrobras, que tem reunião prevista para esta terça-feira (23).

No sábado, Bolsonaro disse que precisa "trocar as peças que porventura não estejam funcionando". E que, "na semana que vem, teremos mais", sem dar mais detalhes.

Pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda mostrou que os analistas do mercado elevaram a estimativa de inflação em 2021 para 3,82%, acima da meta central, que é de 3,75%. A expectativa para a taxa Selic no fim de 2020 subiu de 3,75% para 4% ao ano. Já a projeção para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) de 2021 foi reduzida de 3,43% para 3,29%.

Na cena doméstica, os investidores continuam de olho também nas discussões em torno de mais gastos com auxílio emergencial para a população vulnerável, em meio às preocupações com a saúde das contas públicas e rompimento do teto de gastos - considerado a âncora fiscal do país neste momento.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - Analistas do mercado elevam estimativa de inflação em 2021 para 3,82%, acima da meta central


Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2021 pela sétima semana seguida e também passaram a projetar uma alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

As informações estão no boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa do mercado para este ano passou de 3,62% para 3,82%.

Com o novo aumento, a expectativa de inflação do mercado passou a ficar acima da meta central deste ano, de 3,75%. Pelo sistema de metas, não haverá descumprimento se a inflação oscilar entre 2,25% e 5,25% em 2021.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Para 2022, o mercado financeiro manteve em 3,49% a previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

Expansão da economia

Sobre o comportamento da economia brasileira em 2021, os economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,43% para 3,29% na semana passada. Essa foi a terceira queda seguida do indicador.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para 2022, o mercado manteve em 2,50% a estimativa de expansão do PIB.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia de Covid-19, que derrubou a economia mundial e colocou o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira.

Taxa básica de juros

O mercado financeiro também passou a prever uma alta maior dos juros neste ano.
A expectativa dos analistas dos bancos para a taxa Selic no fim de 2020 subiu de 3,75% para 4% ao ano.
Em janeiro, o Copom realizou a sua primeira reunião de 2021 e decidiu manter a taxa básica de juros em 2% ao ano.
Para o fechamento de 2022, os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa estável em 5% ao ano.

Outras estimativas

Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 subiu de R$ 5,01 para R$ 5,05. Para o fechamento de 2022, permaneceu em R$ 5 por dólar.

Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2021 caiu de US$ 57 bilhões para US$ 56 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado avançou de US$ 49,85 bilhões para US$ 50 bilhões de superávit.

Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano ficou estável em US$ 60 bilhões. Para 2022, a estimativa permaneceu em US$ 70 bilhões.

Fonte: G1

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Industria

01 - Mais de 530 mil pedidos na fila do INSS são de benefícios assistenciais


Do total de 1.760.368 requerimentos na fila do Instituto Nacional do Seguro Social para análise em dezembro de 2020, 534.848 se referiam a benefícios assistenciais (BPC) e 277.470 eram benefícios por incapacidade, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Os dados foram fornecidos ao G1 pelo Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

Do total geral, 1.273.912 aguardavam a primeira análise do INSS e 486.456 benefícios estavam em exigência, ou seja, aguardando documentos dos segurados.

Entre pedidos de benefícios assistenciais na fila à espera de análise do INSS e aguardando documentos dos segurados, 442.483 são referentes ao Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência e 89.088 são do Benefício Assistencial ao Idoso (leia mais sobre os benefícios abaixo).

Segundo Leonardo Rolim, a equipe foi aumentada para que pedidos de perícia tenham resposta rápida.

O Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência corresponde ainda a mais da metade dos pedidos na fila que aguardam documentação dos segurados (241,7 mil do total de 486,4 mil). A aposentadoria por tempo de contribuição vem em seguida, com 43,1 mil. Veja abaixo os cinco benefícios com maior número de pedidos na fila:

Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência: 241.742
Aposentadoria por Tempo de Contribuição: 43.078
Pensão por Morte Urbana: 41.401
Auxílio Doença Previdenciário: 25.219
Aposentadoria por Idade Rural: 23.686

O IBDP não recebeu os números por benefícios na fila dentro dos que aguardam a primeira análise do instituto.

INSS anuncia força-tarefa

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou que, até 22 de março, 1.383 servidores trabalharão de forma exclusiva na análise administrativa de Benefícios de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com deficiência, idosos e trabalhador portuário avulso.

A força-tarefa envolverá servidores de todas as regionais do país e visa reduzir o estoque de requerimentos do BPC. A ação será focada nas avaliações sociais.

A maior parte das exigências para a liberação dos benefícios, segundo o INSS, está relacionada ao Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) e, para adiantar as análises, os segurados devem atualizar suas informações junto ao cadastro.

O INSS diz ainda que está ampliando o número de servidores na análise e concessão de requerimentos, o que diminuirá tanto o tempo de concessão quanto o estoque de pedidos.
Como funcionam os benefícios assistenciais

O benefício assistencial, no valor de R$ 1.100 mensal, é pago a pessoas com deficiência e idosos acima de 65 anos de baixa renda, mesmo que não tenham feito nenhuma contribuição ao INSS. O beneficiário deve estar inscrito no Cadastro Único do governo.

Para ter direito ao benefício, é necessário que o rendimento bruto mensal por pessoa da família seja de até 1/4 do salário mínimo (25%), o que corresponde a R$ 275.

Os idosos têm a análise automatizada pelo Meu INSS, sem precisar ir à agência para levar os documentos que comprovem os requisitos. Mas, caso haja dúvida quanto à documentação apresentada, o INSS pode exigir, a qualquer tempo, os documentos originais.

Os valores mensais gastos com medicamentos, alimentação especial, fraldas descartáveis e consultas médicas podem ser deduzidos da renda mensal bruta familiar.
Já os pedidos de pessoas com deficiência devem passar pela perícia do INSS.

Por causa da pandemia, os beneficiários tiveram a antecipação do BPC no valor de R$ 600 até novembro, assim como os segurados com direito a auxílio-doença, que receberam um salário mínimo.

Novos prazos de análise

Um acordo do INSS com o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU), homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro do ano passado, prevê novos prazos para a concessão de benefícios, atualmente em 45 dias. No caso dos benefícios assistenciais, o prazo será de 90 dias.

Esses prazos entrarão em vigor em junho deste ano. Veja abaixo:

Salário-maternidade: 30 dias
Aposentadoria por invalidez comum e acidentária: 45 dias
Auxílio-doença comum e por acidente do trabalho: 45 dias
Pensão por morte: 60 dias
Auxílio-reclusão: 60 dias
Auxílio-acidente: 60 dias
Benefício assistencial à pessoa com deficiência: 90 dias
Benefício assistencial ao idoso: 90 dias
Aposentadorias, salvo por invalidez: 90 dias
Motivos da demora

De acordo com Leandro Madureira, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Mauro Menezes & Advogados, a concessão do BPC não é tão rápida porque demanda maior análise da situação de renda e vulnerabilidade da pessoa, o que pode atrasar o procedimento.

O advogado previdenciário João Badari, sócio do escritório Aith, Badari, Luchin e Advogados, recomenda que o interessado busque por auxílio jurídico no caso do indeferimento do BPC.

"O primeiro passo é procurar um especialista para que este verifique se o benefício era realmente devido. Caso tenha sido ilegalmente negado ou cessado, este advogado poderá entrar com uma ação judicial demonstrando para o juiz que o INSS errou", afirma.

Para Diego Cherulli, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), apesar da redução dos processos que aguardam perícia médica, os benefícios assistenciais não seguem o mesmo ritmo, visto que o número continua crescendo, pela impossibilidade de realização de alguns atos, por conta da pandemia, e da ausência de meios substitutivos.

“As pessoas com deficiência ou idosos em miserabilidade que necessitam dos benefícios assistenciais são muito vulneráveis e necessitam de pronto atendimento”, diz.

Fonte: G1

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Setor

01 - Ações da Petrobras despencam no pré-mercado de Nova York


As ações da Petrobras despencam no pré-mercado de Nova York nesta segunda-feira (22), com os investidores reagindo negativamente à decisão do presidente Jair Bolsonaro de trocar o comando da estatal, indicando uma abertura turbulenta também na bolsa brasileira.

Por volta das 8h30 os ADRs da Petrobras (recibos das ações da petroleira negociados na Bolsa de Nova York) caíam 16,92%, a US$ 8,35.

Na noite de sexta-feira, Bolsonaro anunciou a indicação do general Joaquim Silva e Luna, atual diretor da Itaipu Binacional, para a presidência da Petrobras, no lugar de Roberto Castello Branco.

No Brasil, a Bovespa fechou na sexta antes do anúncio da troca, mas as ações da estatal também caíram forte por conta de declarações anteriores de Bolsonaro. As ações preferenciais da Petrobras recuaram mais de 6% na Bovespa, enquanto as ordinárias caíram 7,50%. Com a queda, a companhia perdeu em um único dia R$ 28 bilhões em valor de mercado, segundo dados da Economatica.

A troca na presidência da Petrobras gerou críticas. Entre elas, do ex-secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, que considerou a decisão "lastimável". O ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco tuitou: "Boa tarde, Venezuela".

A expectativa é de um novo tombo nesta segunda, em meio a preocupações de investidores em relação à política de preços da Petrobras e de temores de intervenção do governo na estatal.

A XP Investimentos, por exemplo, cortou a recomendação para os papéis da Petrobras de "neutro" para "venda" no domingo, em relatório sob o título "Não há mais como defender". O preço-alvo para as ações da Petrobras foi revisado de R$ 32 para R$ 24. Na sexta-feira, fecharam no patamar de R$ 27.

"Acreditamos que as ações deverão daqui em diante negociar com um desconto mais alto em relação ao histórico e a outras petroleiras globais", destacaram os analistas da XP, citando "riscos para a independência de gestão da Petrobras" e dúvidas sobre a manutenção da política de preços de combustíveis em linha com referências internacionais de preços.

Para que a troca na presidência da Petrobras seja concretizada, a indicação ainda precisa do aval do Conselho de Administração da Petrobras, que tem reunião prevista para esta terça-feira (23).

No sábado, Bolsonaro disse que precisa "trocar as peças que porventura não estejam funcionando". E que, "na semana que vem, teremos mais", sem dar mais detalhes.

Fonte: G1

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