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Edição 22356 de 26/02/2021

Destaque

01 - Irrigação cresce quase 19% no País em 2020


O uso da irrigação na produção agrícola e pecuária é uma das formas de tornar o processo produtivo mais eficiente, impulsionar a produtividade e a qualidade dos alimentos. No País, em 2020, com a demanda pelos alimentos elevada e os preços valorizados, os investimentos em irrigação foram estimulados.

O levantamento realizado pela Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) aponta que a área irrigada em 2020 aumentou em 249.225 hectares contra 209.500 registrados em 2019, o que representa um crescimento de 18,96% no ano.

Nos últimos 20 anos, a área irrigada cresceu 211% no País, saindo de 3 milhões de hectares em 2000, para 6,48 milhões de hectares em 2020. Mesmo com a alta, o volume de hectares irrigados no País está muito abaixo do potencial e tende a crescer nos próximos anos.

A expansão da irrigação deve ocorrer em áreas já em utilização e também em áreas degradadas com pastagens, sem a necessidade de abertura de novos espaços para a produção.

Irrigação em Minas Gerais

Mesmo sem detalhar dados regionais, o membro da CSEI, Alfredo Mendes, explica que Minas Gerais está entre os cinco maiores estados que utilizam a irrigação no País.

O uso da tecnologia é pulverizado nas regiões e acontece em diversas culturas. Projetos importantes incluem a fruticultura, como no Jaíba, e a produção de grãos e café no Triângulo, Noroeste e Sul de Minas, principalmente.

O avanço do uso da irrigação é considerado importante para o desenvolvimento da produção agrícola e pecuária e a tendência é de que os aportes se mantenham em ritmo crescente. A previsão é de aumentar a área irrigada em cerca de 10% em 2021 frente a 2020.

Potencial

Mendes explica que a taxa de crescimento anual da irrigação, nas últimas décadas, ficou próxima a 3%, o que é muito pequeno frente ao potencial.

“Hoje estamos com 7 milhões irrigados e o potencial de irrigação é para 70 milhões de hectares. Só irrigamos 10% do que poderíamos. O Brasil deveria estar crescendo de 400 mil a 500 mil hectares por ano, com uma taxa de 5% a 6% ao ano. É importante ressaltar que temos áreas aptas para serem irrigadas sem avançar em áreas protegidas. Com a irrigação, é possível recuperar áreas degradadas com pastagem, por exemplo, e torná-las produtivas”, disse.

Ainda segundo Mendes, o uso da irrigação no Brasil é muito pequeno quando comparado com outros países produtores. A China e a Índia possuem cerca de 70 milhões de hectares cada uma e os Estados Unidos possuem cerca de 27 milhões de hectares.

“O avanço da irrigação ainda depende muito da legislação do Brasil, que possui diversos entraves, incluindo ambientais. Além disso, o crédito voltado para o estímulo à irrigação é muito pequeno. Para se ter ideia, os recursos do Plano Safra 2020/21, que se encerra em junho, já estão esgotados”, destacou.

A tendência é de que o uso da tecnologia cresça a cada ano, o que é importante para a competitividade dos produtos brasileiros e também para aumentar a produção para atender à demanda crescente por alimentos no mundo.

“A irrigação é uma tecnologia muito importante, que permite ampliar a produção pelo ganho em produtividade, que é muito maior quando comparada com as áreas de sequeiro. No mundo, de toda a área cultivada, apenas 18% é irrigada. Mas, neste espaço, são produzidos 44% da oferta total de alimentos”, explicou.

Gargalos

É esperado um crescimento de 10% na área irrigada no País para 2021, porém, para alcançar o índice, o setor produtivo de equipamentos de irrigação terá que superar o gargalo da falta e do encarecimento dos insumos.

“Com a pandemia, muitas empresas suspenderam a produção, afetando a disponibilidade de vários itens que são utilizados na fabricação dos equipamentos de irrigação, como o aço, metais em geral e polietilenos. Como a retomada das atividades foi forte, a demanda ficou maior, gerando desabastecimento e encarecimento dos produtos, alguns com alta de 100% nos preços. Esperamos que a oferta se normalize até o segundo semestre para que os projetos de irrigação continuem crescendo”, disse o membro da CSEI, Alfredo Mendes.

Fonte: Diário do Comércio – MG

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02 - Bruno Galhardo, da CSENO: olhar atento para potenciais demandas


Projetos de eólicas offshore, construção de módulos de FPSOs e embarcações militares são algumas das oportunidades enxergadas por fornecedores de navipeças, segundo presidente da câmara setorial de equipamentos navais da Abimaq.

A indústria brasileira de navipeças almeja um horizonte melhor nos próximos anos, após mais de seis anos tendo que se adaptar à escassez de projetos, principalmente do setor de petróleo e gás. Além da falta de encomendas nos estaleiros nacionais, os fornecedores de equipamentos sofreram os efeitos da flexibilização da política de conteúdo local. As empresas integrantes da câmara setorial de equipamentos navais, offshore da associação Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSENO/Abimaq) veem como potenciais demandas para os próximos anos projetos de eólicas offshore, refinarias modulares, construção de módulos de FPSOs, projetos de embarcações militares, como as fragatas e o navio de apoio Antártico (NApAnt).

Na chamada ‘logística reversa’, esse grupo com cerca de 80 empresas associadas está atento a projetos de extensão de vida útil e de desmantelamento de plataformas.

“Entendemos que estes serão os segmentos mais demandantes nos próximos anos”, apontou o presidente da CSENO/Abimaq, Bruno Galhardo, em entrevista à Portos e Navios. Ele observa que o mercado de construção se concentrou em atividades de construção de módulos, integração e comissionamento, já que a maioria dos projetos teve sua efetiva construção na China. No entanto, ele lamenta que até mesmo a fase de integração hoje venha sendo executada por estaleiros estrangeiros.

O alento é que praticamente um terço de todos os FPSOs operando no mundo está no Brasil. Para Galhardo, esse dado mostra a força e a relevância do país neste mercado. “A perspectiva é que os investimentos sejam retardados, mas não cancelados, o que significa que o crescimento da atividade exploratória continuará nos próximos anos, haja visto a expectativa de mais de 50 FPSOs nos próximos 10 a 15 anos que operarão no Brasil”, analisou. Um novo mercado que se abre, segundo Galhardo, é de projetos de eólicas offshore, que poderá demandar a conversão de embarcações para suporte a esta atividade.

A câmara setorial também identifica consultas de estaleiros que estão construindo módulos no Brasil para envio à Ásia para integração junto aos FPSOs, além de consultas para o projetos de construção das fragatas classe Tamandaré e alguns projetos de construção de barcos de apoio, como rebocadores. No entanto, a maior parte das consultas diz respeito ao fornecimento de peças e serviços às unidades existentes e que necessitam de manutenção. “Estas vendas são as que “sustentam” as empresas nos últimos anos”, resumiu Galhardo.

Confira a entrevista do presidente da CSENO/Abimaq à Portos e Navios:

Portos e Navios: A indústria naval brasileira tem histórico de altos e baixos e já vive há, pelo menos, seis anos de escassez e esvaziamento das carteiras de projetos. Diante de um horizonte ainda com muitas incertezas, quais são as perspectivas que a indústria de navipeças consegue enxergar em termos de encomendas, reparos e demais serviços?

Bruno Galhardo: O mercado de construção naval no Brasil, que já vinha cambaleando devido à falta de leilões de anos anteriores, mas via sinais de recuperação nos últimos anos com a vinda de grandes IOCs (international oil companies) e crescente investimento da Petrobras em exploração, foi fortemente atingido pela pandemia de Covid-19 e a redução no preço do barril do petróleo. De alguns anos para cá, o mercado de construção concentrou-se em atividades de construção de módulos, integração e comissionamento, já que a maioria dos projetos teve sua efetiva construção na China, contudo, até mesmo a fase de integração vem sendo executada por estaleiros estrangeiros.

Praticamente um terço de todos os FPSOs operando no mundo estão no Brasil (aproximadamente 50 unidades). Isso mostra a força e a relevância do Brasil neste mercado e a perspectiva é que os investimentos sejam retardados mas não cancelados, o que significa que o crescimento da atividade exploratória continuará nos próximos anos, haja visto a expectativa de mais de 50 FPSOs nos próximos 10 a 15 anos que operarão no Brasil.

Na CSENO, hoje vemos a revitalização de campos maduros e investimentos na aquisição e operação de plataformas antigas, uma grande oportunidade, pois, as operadoras que atuam neste segmento, precisarão investir em manutenção para garantir a integridade dos ativos. Nosso maior objetivo este ano é uma aproximação ainda maior com estes grandes players.

Estamos atentos também às questões relacionadas ao descomissionamento, pois parte dos associados se beneficiará com a demanda de serviços que esta atividade demandará. Outro tema que discutimos também diz respeito a projetos de eólica offshore e conversão de embarcações para suporte a esta atividade, temos contato com os grandes fomentadores deste segmento no Brasil e a perspectiva é excelente para os próximos anos.

PN: As empresas estão recebendo que tipo de consultas? Quais são os segmentos que dão sinais que podem voltar a demandar projetos?

BG: Com relação à projetos novos, consultas são feitas pelos estaleiros que estão construindo módulos no Brasil para envio à Ásia para integração junto aos FPSOs, além de consultas para o projetos de construção das fragatas classe Tamandaré e alguns projetos de construção de barcos de apoio, como rebocadores, entre outros. Contudo, a maior parte das consultas diz respeito ao fornecimento de peças e serviços às unidades existentes e que necessitam de manutenção, de fato. Estas vendas são as que “sustentam” as empresas nos últimos anos.

Estamos atentos ao segmento de Life extension (extensão de vida útil), desmantelamento de plataformas, projetos de eólicas offshore, refinarias modulares, construção de módulos de FPSOs, projetos navais como as fragatas e o navio polar. Entendemos que estes serão os segmentos mais demandantes nos próximos anos.

PN: Há temor em relação às propostas de mudanças no marco regulatório da navegação e nas linhas de financiamento a projetos do setor?

BG: Um comitê da CSENO/Abimaq se reuniu para estudar o PL 4.199/2020 (BR do Mar) e, deste estudo, emitimos propostas de emendas ao texto base, sugerindo modificação que entendemos serem lesivas à indústria nacional.Inicialmente, nos preocupamos com a fala do governo de que este é um projeto que estimula a cabotagem unicamente, sem levar em contrapartida os impactos na indústria de construção naval no país. Entendemos que todo projeto deve ser analisado sob todos os prismas e a discussão precisa ser bem mais ampla.

Um dos nossos pleitos foi a inclusão no texto de um dispositivo que facilitaria o acesso ao FMM (Fundo da Marinha Mercante) para fabricantes de módulos, conjuntos, subconjuntos e equipamentos, além do próprio estaleiro. Defendemos o fomento à cabotagem, sabemos da importância dela para o Brasil. Mas entendemos que a construção naval em si corresponde a aproximadamente 5% do custo total. Muitos outros custos, como bunker e custos portuários, devem ser debatidos antes de se imaginar que a construção das embarcações no país é o grande vilão desta história.

PN: Em relação ao descomissionamento, há garantias de que haverá plataformas para serem desmanteladas em estaleiros nacionais?

BG: Além da CSENO, atuo na Sobena (Sociedade Brasileira de Engenharia Naval), onde este tema vem sendo muito discutido em seu comitê técnico e anualmente realizamos seminários sobre o tema, onde tentamos reunir a indústria, Marinha, classificadoras, operadores, para que a discussão seja a mais plural possível.

Não existem garantias de que estas plataformas serão desmanteladas no Brasil, pois esse processo exige que se obedeça critérios internacionais e atualmente não existe estaleiro nacional certificados para tal. Sem falar que ainda se discute temas como destinação de sucatas e como resolver o impacto ambiental do coral sol.

De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o descomissionamento é responsabilidade exclusiva dos operadores, que são livres para contratar as empresas que executarão tais serviços, desde que os compromissos assumidos no programa de descomissionamento sejam de fato realizados de acordo com as normas pertinentes. Desta forma, o operador pode enviar a plataforma para ser desmantelada fora do país, o que, com certeza, seria péssimo para os estaleiros nacionais.

Existe um potencial de aproximadamente 74 plataformas para serem desmanteladas, sendo que em torno de 20 já iniciarão [o processo], em 2021, e espera-se que este tema receba uma atenção especial este ano.

PN: E os projetos de meios navais da Marinha, estão com perspectivas melhores de demandas em relação ao setor de petróleo e gás?

BG: Visando o aumento da participação da indústria nacional nos projetos navais, a CSENO vem desempenhando seu papel de aproximação com as empresas atuantes neste segmento com forte atuação na marinha e na SPE Águas Azuis, onde buscamos auxiliar a SPE (sociedade de propósito específico) na pesquisa por fornecedores locais capacitados à atendimento de algumas demandas do projeto com o intuito de abrir espaço para empresas brasileiras. Nossa interação com a Marinha vem sendo bem positiva e regularmente nos reunimos com o almirantado para expressar os anseios da indústria nacional.

Entendemos que o ano de 2021 será importante para as definições técnicas do projeto das fragatas e o corte da primeira chapa será em 2022, onde as compras começarão a se concretizar. Com relação ao navio polar (NApAnt), estamos buscando contato com os quatro consórcios finalistas e, tão logo a Marinha decida o vencedor (julho de 2021), faremos o contato visando replicar a interação que temos hoje com a SPE Águas Azuis.

PN: O que a CSENO/Abimaq tem sugerido em termos de melhorias nas políticas setoriais?

BG: A CSENO atua de forma conjunta com o conselho de óleo e Gás da Abimaq com o intuito de defender não só os interesses de seus associados, mas como de toda a indústria nacional. Todos os temas sensíveis à indústria, como BR do Mar, conteúdo local e o TAC (termo de ajustamento de conduta), Repetro, entre outros, são discutidos e aprofundados nas reuniões dos comitês internos.

Geralmente, sugestões de mudanças aos textos base, visando a defesa dos interesses nacionais, são encaminhadas pela presidência da instituição aos diversos órgãos do governo federal, estadual e/ou municipal. A Abimaq tem forte atuação junto ao Congresso devido à frente parlamentar de máquinas e equipamentos ser bem representativa.
PN: Como a CSENO enxerga atualmente a questão do conteúdo local?

BG: Na minha opinião, a flexibilização de conteúdo local traz prejuízos à indústria nacional, pois deixa latente que o Brasil não é competitivo, por diversos aspectos. Defendo fortemente que uma política de conteúdo local deva ser implementada com início e fim pré-determinados. E que, nesse período, outras ações sejam tomadas para que, após findada esta fase, a indústria não precise mais de conteúdo local para se fazer presente e competitiva nacional e internacionalmente.

Resumindo, se faz necessário uma política industrial séria para o país. A reforma tributária seria o maior dos desafios a ser vencido para o fortalecimento da indústria nacional. Pois, com certeza, temos empresas preparadas para desenvolver qualquer projeto no Brasil, como empresas de engenharia, Epcistas, estaleiros, entre outros. Precisamos previsibilidade em termos de carteira de projetos, para que não percamos mão de obra especializada para outros segmentos.

Fonte: Portos e Navios

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03 - Vendas da indústria de máquinas tem alta de 38,5% em janeiro


As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos totalizaram no mês de janeiro R$ 12,5 bilhões, resultado 38,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2020, e o melhor para um mês de janeiro desde 2015, quando o setor havia faturado R$ 13,2 bilhões. Os dados, divulgados hoje (24), são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Da receita total de R$ 12,5 bilhões, R$ 9,6 bilhões foram de vendas para o mercado interno brasileiro, resultado 50,8% superior a janeiro de 2020. “Dentre os segmentos que sinalizaram aumento nas vendas, destaque para máquinas agrícolas com avanço nas empresas de todos os portes. Outro segmento que tem colaborado para a alta das vendas internas é máquinas para infraestrutura, incentivado, em grande medida, pelo andamento do Programa de Parcerias de Investimento (PPP)”, destacou a entidade, em nota.

Exportações

O setor vendeu ao exterior, no mês de janeiro, R$ 545,8 milhões em equipamentos, montante 1,6% inferior ao registrado no mesmo mês de 2020. Em relação a dezembro, as exportações foram 28,1% menores.

“As exportações de máquinas e equipamentos sentiram fortemente a redução do comércio global em razão da pandemia em 2020. Após crescer 0,9% em dezembro, as exportações de máquinas recuaram 1,6% em janeiro de 2021, em linha com a sazonalidade de início de ano”, ressaltou a entidade.

Fonte: Agência Estado, Notícias Agrícolas

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Comércio Internacional

01 - Dólar opera em alta nesta sexta-feira


O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (26), após ter voltado a fechar na véspera acima de R$ 5,50.

Às 9h10, a moeda norte-americana subia 0,42%, cotada a R$ 5,5363. Veja mais cotações.

Na quinta-feira, o dólar fechou em alta de 1,7%, a R$ 5,5129, no maior patamar de fechamento desde 5 de novembro (R$ 5,5429), mesmo após intervenção do Banco Central. Na parcial do mês, passou a acumular alta de 0,98%. No ano, tem valorização de 6,28% ante o real.

Cenário

A alta do dólar nesta semana foi puxada pelas perspectivas de aumento da inflação nos Estados Unidos e escalada das taxas de juros de títulos soberanos da maior economia do mundo (Treasuries).

Por aqui, permanecem os receios de maior risco fiscal e político após as turbulências provocadas pela decisão do presidente Jair Bolsonaro de trocar o comando da Petrobras.

No radar dos investidores também está as discussões no Congresso sobre a volta do Auxílio Emergencial. O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou nesta quinta-feira que um eventual fatiamento da chamada PEC emergencial, separando o auxílio emergencial das contrapartidas de corte de gastos exigidas, é "pior para todos".

Auxílio emergencial: Bolsonaro fala em pagar quatro parcelas de R$ 250 na nova rodada

Na agenda de indicadores, o IBGE divulga nesta sexta a taxa de desemprego do trimestre encerrado em dezembro.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - Arrecadação federal tem queda real de 1,5% em janeiro, para R$ 180 bilhões


A Receita Federal informou nesta quinta-feira (25) que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou queda real (descontada a inflação) de 1,5% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2020.

Ao todo, a arrecadação somou R$ 180,221 bilhões no mês passado.

De acordo com dados da Receita, o resultado de janeiro deste ano interrompe uma série de cinco meses seguidos de crescimento real, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Apesar da queda na comparação com janeiro de 2020, os números oficiais mostram que o resultado ficou acima do registrado no mesmo mês em anos anteriores.

De acordo com a Receita Federal, o resultado de janeiro deste ano foi influenciado pela arrecadação extraordinária de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), além do IRPF, no valor de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

Por outro lado, acrescentou o órgão, empresários lançaram mão, em janeiro, de compensações tributárias a que tinham direito, o que ajudou a derrubar os valores arrecadados pelo governo. Essas compensações são feitas por empresas que pagaram tributos a mais no passado.

As compensações, segundo o Fisco, subiram 38,41% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Elas passaram de R$ 16,668 bilhões, em janeiro de 2020, para R$ 23,097 bilhões no mesmo mês deste ano.

Compensações

A Receita Federal informou que, sem considerar os pagamentos atípicos e as compensações, haveria um crescimento real de 3,72% da arrecadação no mês de janeiro de 2021, para R$ 192,195 bilhões, contra R$ 185,310 bilhões no mesmo mês de 2020.

"Esse desempenho pode ser explicado pelo comportamento da economia e pelo crescimento da arrecadação do IRPJ/CSLL, especialmente, das empresas que fecharam seus balanços no mês de dezembro de 2020", informou o órgão.

De acordo com o Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, a produção industrial subiu 10,16% em janeiro deste ano, contra o mesmo mês de 2020, enquanto as vendas de bens avançaram 4,2% e o valor das notas fiscais emitidas avançou 20%.

Por outro lado, as vendas de serviços recuaram 4,8% e o valor em dólar das importações caiu 16,7%.

Ele informou também que a redução para zero da alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) até o fim do ano passado impactou para baixo a arrecadação de janeiro.
Segundo Malaquias, pela sistemática de arrecadação do tributo, o recolhimento é decendial. Com isso, os valores dos últimos dez dias de dezembro (com alíquota zero) foram pagos somente em janeiro.

A queda no repasse dos “royalties” do petróleo, devido à redução da produção ao longo de 2020, também influenciou a arrecadação em janeiro.

“Alguns campos de petróleo tiveram produção reduzida. Parte da redução da arrecadação está relacionada com as receitas não administradas, a majoritariamente aos royalties. Para nós, a trajetória de arrecadação [como um todo] continua em nível de retomada”, acrescentou.

Fonte: G1

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Industria

01 - Desemprego cai para 13,9% no 4º trimestre, mas taxa média em 2020 é a maior já registrada pelo IBGE


O desemprego no Brasil teve a terceira queda seguida e ficou em 13,9% no trimestre encerrado em dezembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, 13,9 milhões de brasileiros ainda estavam desempregados.

Já a taxa média de desemprego no ano de 2020 foi de 13,5%, a maior da série iniciada em 2012. Em 2019, foi de 11,9%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Coníinua (Pnad). Na pesquisa anterior, referente ao trimestre encerrado em novembro, a taxa de desemprego estava em 14,1%.

Veja os principais destaques da pesquisa:

2020 terminou com uma média de 13,4 milhões de desempregados, 6,7% a mais que em 2019;

Taxa média anual de desemprego subiu de 11,9% em 2019 para 13,5% em 2020, a mais alta desde 2012;
A população ocupada atingiu, na média anual, 86,1 milhões, o menor contingente desde 2012;
O número de carteiras de trabalho assinadas no ano também atingiu o menor contingente desde 2012;
Taxa média de informalidade recuou de 41,1% em 2019 para 38,7% em 2020;
O contingente de pessoas desalentadas, na média anual, aumentou em 16,1% em relação a 2019.

Impacto da pandemia

Analistas têm destacado que uma retomada do mercado de trabalho depende do controle da pandemia e de uma vacinação em massa da população.

"A necessidade de medidas de distanciamento social para o controle da propagação do vírus paralisaram temporariamente algumas atividades econômicas, o que também influenciou na decisão das pessoas de procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas ao longo do ano, um maior contingente de pessoas voltou a buscar uma ocupação, pressionando o mercado de trabalho”, afirmou a analista da pesquisa do IBGE, Adriana Beringuy.

Indicadores antecedentes têm mostrado uma desaceleração do ritmo de recuperação da atividade econômica neste começo de ano em meio ao término das medidas de auxílio governamental sem substitutos definidos. A queda da renda e a inflação "mais salgada" também têm levado mais pessoas a procurar um emprego, o que tende a manter a taxa de desemprego ainda elevada no 1º trimestre de 2021.

A média das projeções do mercado para o crescimento do PIB em 2021 tem sido revisada para baixo e está atualmente em 3,29%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Fonte: G1

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Setor

01 - Petrobras vende campos de exploração na Bahia por US$ 220 milhões


A Petrobras vendeu para a SPE Miranga S.A., subsidiária da PetroRecôncavo S.A., nove campos terrestres de exploração e produção denominados Polo Miranga, localizados na Bahia. A assinatura do contrato foi feita na quarta-feira (24).

De acordo com a estatal, o valor de venda foi de US$ 220,1 milhões. O valor não considera os ajustes devidos até o fechamento da transação, que está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O Polo Miranga compreende os campos terrestres de Miranga, Fazenda Onça, Riacho São Pedro, Jacuípe, Rio Pipiri, Biriba, Miranga Norte, Apraiús e Sussuarana, localizados na Bahia. A Petrobras é operadora com 100% de participação nessas concessões.

A produção média do Polo Miranga de 2020 foi de aproximadamente 899 barris de óleo por dia e 376,8 mil m³/dia de gás natural.

A Petrorecôncavo é uma empresa brasileira de óleo e gás com atuação na revitalização e aumento no fator de recuperação de campos maduros onshore.

A empresa adquiriu a participação da Petrobras no Polo Riacho da Forquilha em 2019. Em 2020, adquiriu novo bloco exploratório na Bacia Potiguar, e assinou contrato de compra e venda referente à participação da Petrobras no Polo Remanso.

Troca de comando

Em teleconferência realizada na manhã desta quinta-feira (25), o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, comentou os últimos resultados da estatal.

Ele se prepara para deixar a companhia em 20 de março com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de indicar o general Joaquim Silva e Luna para o comando da companhia, anunciada na sexta-feira (19).

Na transmissão, ele disse que vai trabalhar normalmente até o último dia que ficará no cargo, inclusive no que diz respeito a paridade nos preços de importação.

O executivo passou a ser criticado por Bolsonaro por promover sucessivos aumentos no preço dos combustíveis para evitar uma defasagem com a cotação praticada no mercado internacional.

Fonte: G1

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