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Edição 9930 de 06/12/2018

Destaque

01 - Coalizão garantiu interlocução direta com Paulo Guedes


Um dos representantes da chamada "Coalizão da Indústria", o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, afirmou que as negociações relacionadas à criação de um novo ministério que abrigasse as discussões relacionadas ao setor industrial no governo Jair Bolsonaro (PSL) foram encerradas após o futuro ministro da Economia Paulo Guedes garantir a interlocução direta dos industriais com a pasta.

A Coalizão reúne dez entidades do setor industrial, entre elas Aço Brasil, CBIC (construção), Abiquim (setor químico), Anfavea (montadoras) e ABIMAQ (máquinas e equipamentos). Defendia uma alternativa à extinção do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

"Levando em conta a premissa do presidente Bolsonaro de enxugamento da máquina pública, sugerimos a criação do ministério da produção, trabalho e emprego. Nossa preocupação era de que para um segmento como a indústria não houvesse a interlocução adequada", afirmou Lopes durante coletiva do Instituto Aço Brasil realizada ontem.

Segundo Lopes, Guedes garantiu que, independentemente dos responsáveis no governo pelas questões consideradas importantes para a indústria, haveria um canal direto com ele.

"Com essa interlocução assegurada, estamos aqui para dar todo o apoio ao novo governo", completou o presidente do Aço Brasil.

A Coalizão listou uma série de propostas, ordenando prioridades, para estimular a retomada do setor. Entre os elementos citados, estão as reformas da previdência e tributária, o estímulo a construção civil, infraestrutura e exportações e a defesa da soberania nacional.

Lopes é crítico à forma como a indústria foi tratada por alguns setores do atual governo, como o Ministério da Fazenda. "Na nossa visão, a indústria não foi priorizada na parte mais relacionada à Fazenda", afirmou Lopes. "A Coalizão foi criada para ajudar o país e o governo para que as coisas funcionem. A indústria não quer continuar sendo colocada em segundo plano."

Fonte: Valor Econômico

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02 - Indústria brasileira do aço confirma trajetória de recuperação em 2018


O desempenho da indústria brasileira do aço em 2018 deve confirmar sua trajetória de recuperação, com crescimento nas vendas internas de 8,9% em relação a 2017, somando 18,8 milhões de toneladas, e de 8,2% no consumo aparente, que deve atingir 21,1 milhões de toneladas, segundo previsão do Instituto Aço Brasil. No tocante à produção, tendo em vista a entrada de novas produtoras de aço no mercado e o atingimento do pleno ritmo de operação pela CSP, a indústria brasileira do aço deve ter recorde de produção de aço bruto (estimada em 36 milhões de toneladas) este ano. As importações devem aumentar 2,6% em relação a 2017, totalizando 2,4 Mt e as exportações devem cair 7,2%, devendo atingir 14,2 Mt.

Apesar dos números positivos de 2018, quando comparados a 2017, as projeções das vendas internas e do consumo aparente ainda permanecem abaixo dos níveis alcançados em 2013.

A greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio, dificultou um maior crescimento das vendas de aço no mercado doméstico em 2018 e a decisão do presidente dos EUA, Donaldo Trump, de restringir o mercado americano às importações de aço (Seção 232), desencadeou escalada protecionista por parte dos demais países prejudicando o crescimento do volume das exportações.

Com expectativas otimistas em relação às medidas que estão sendo anunciadas pelo futuro Governo, as previsões do Instituto Aço Brasil para 2019 são de aumento das vendas internas de aço em 5,8%, totalizando volume de 20 milhões de toneladas. O consumo aparente de aço deverá subir 6,2% em 2019, indo para 22,4 milhões de toneladas.

O Instituto Aço Brasil, que integra coalizão empresarial da indústria ao lado de outras 09 entidades de classe (ABIMAQ, ABINEE, Abicalçados, ABIQUIM, ABIT, ABRINQ, ANFAVEA, AEB e CBIC), tem conversado com a equipe de transição do governo, defendendo uma agenda que tem como primeira e imprescindível prioridade o ajuste fiscal, associado à aprovação das reformas da previdência e tributária. Constam também como prioridades da agenda da coalizão a retomada dos investimentos na construção civil e em infraestrutura e o fomento às exportações. Em relação a uma maior abertura comercial do país, a coalizão entende que somente seja feita após as correções das assimetrias competitivas. Neste sentido, a área econômica do futuro governo já sinalizou que a abertura será feita de forma gradual, segura e negociada.

Fonte: Miriam Gasparin, último Instante

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03 - Setor de aço pode discutir uma maior abertura comercial, diz IABr


A América Latina é a única região do mundo que não possui proteção de seu mercado, na contramão do movimento observado em todo o mundo, disse nesta quarta-feira, 5, o presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes. O executivo disse que o setor pode discutir uma maior abertura comercial, mas que é preciso se colocar na mesa a correção de assimetrias competitivas vividas hoje pela indústria brasileira.

Lopes disse que o mundo, como um todo, possui um viés protecionista, mas que o Brasil possui, por sua vez, um viés "pseudo-liberal".

O IABr, ao lado de outras nove entidades, como a ABIMAQ, de máquinas e equipamentos, e a Anfavea, da indústria automobilística, formaram um grupo de "coalização empresarial da indústria" que já tem conversado com a equipe de transição do governo eleito, na defesa de uma agenda para o ajuste fiscal, associado à aprovação das reformas da Previdência e tributária.

"Nos reunimos para fazer uma avaliação e pela importância de estarmos juntos e buscar uma agenda para o Brasil, para permitir que o País volte a crescer", disse Lopes.

Além dessa pauta, o grupo quer colocar na mesa, como prioridade, a retomada de investimentos na construção civil e em infraestrutura e, ainda, fomento às exportações. Segundo o presidente do IABr, a sinalização que tem sido dada pela área econômica do novo governo é de que uma maior abertura comercial do Brasil será feita de forma gradual, segura e negociada. O grupo já realizou reuniões com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, e o futuro ministro da economia, Paulo Guedes.

Lopes destaca que, apesar do crescimento das vendas neste ano, para um volume de 18,83 milhões de toneladas, a queda em relação a 2013 é de 22,8%.

Fonte: Agência Estado, Isto É, BOL, Meon, UOL, Isto É Dinheiro, Diário Indústria & Comércio, Massa News

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04 - Setor de máquinas agrícolas teme falta de recursos


A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) estima que o governo federal precisará suplementar em cerca de R$ 3 bilhões o valor disponível para o Moderfrota, programa de financiamento para aquisição de máquinas agrícolas. A demanda por esta linha de crédito nos primeiros quatro meses do Plano Safra 2018/2019, de julho a outubro, indica que os recursos existentes se esgotarão em março. Só que o ano-safra encerra-se apenas em junho de 2019.

Na semana passada, o presidente da ABIMAQ, João Carlos Marchesan, esteve com o presidente Michel Temer e com a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e apresentou os números que demonstram a insuficiência dos valores. Solicitou que os recursos de outras linhas sejam remanejados.

No atual Plano Safra, foram disponibilizados R$ 8,9 bilhões para o Moderfrota. De julho a outubro, foram desembolsados 46% deste valor, 62% a mais do que no mesmo período do ano anterior. "Agora resta metade dos recursos para os próximos oito meses", observa Marchesan.

Reforçando pedido

O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, diz que na próxima semana irá a Brasília para se reunir com Tereza Cristina e reforçar o pedido. "O setor que vem segurando a balança comercial brasileira não pode frear", disse Bier.

A preocupação, segundo Marchesan, é que, se for confirmada a carência de crédito, as vendas de máquinas podem retrair, o que não seria nada bom para um setor que vem em recuperação. Segundo o dirigente, a ABIMAQ espera fechar 2018 com crescimento na faixa dos 15%. "O agronegócio está investindo, renovando seu parque de máquinas, e não podemos perder este momento", afirma.

Para 2019, a ABIMAQ acredita que será possível crescer novamente na ordem de 15%, mas para isso precisa se beneficiar de um conjunto de fatores: commodities e câmbio valorizados, clima colaborando e ter oferta de crédito durante as grandes feiras do agronegócio, como a Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), em fevereiro; a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), em março, e a Tecnoshow, em Rio Verde (GO), em abril.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, afirma que, assim como em todos os anos, o Mapa vem monitorando o desempenho dos programas e, caso apareçam sinais de que os recursos serão usados na integralidade, haverá realocação de valores de programas que não tiverem o resultado esperado. "Entendemos que neste ano a demanda está mais forte pelo Moderfrota, há um ambiente de confiança maior para investir, mas neste momento existem recursos", comenta.

Fonte: Correio do Povo, Ricardo Alfonsin

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05 - Para Liliane Bortoluci, da Informa Exhibitions, 2019 será o ano da virada


Embora abaixo do ritmo esperado, o crescimento do PIB no ano passado e neste comprovam que a economia brasileira estancou a sangria dos anos 2015 e 2016. Mais que isso, preparou o terreno para que 2019 represente o ano da virada e da consolidação de um novo e virtuoso ciclo.

O Relatório Focus divulgado no apagar das luzes de novembro vislumbra um horizonte otimista. As 100 instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central mantiveram a expansão da economia em 2,50% para o próximo ano, reduziram a expectativa da inflação de 4,20% para 4,12% e a da taxa de juros Selic de 8,0% para 7,75%. Já o investimento estrangeiro direto no Brasil previsto para 2019 é de US$ 76 bilhões - ante US$ 75,35 do relatório divulgado no mês anterior.

São números realistas, praticáveis, e que colocam o Brasil de volta ao jogo. E, ao contrário dos últimos dois anos, o ambiente político oferece condições mais favoráveis para que isso aconteça. A alta popularidade de governantes recém-eleitos, a escolha de um economista com viés liberal para o ministério da Economia e a renovação de 52% da Câmara dos Deputados, bem como de 85% do Senado, criam as condições para que reformas fundamentais, como a Tributária e a da Previdência, sejam finalmente aprovadas.

Esse conjunto de fatos tende a devolver a confiança a investidores e empresários, que se sentem mais seguros para ampliar seus parques fabris, aumentar a produção, contratar e capacitar capital humano.

Sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que a confiança dos empresariado industrial em novembro é a mais alta em oito anos. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou 63,2 pontos, maior valor desde setembro de 2010, seis pontos acima do registrado em novembro de 2017 e nove pontos acima da média histórica.

Essa confiança é reflexo da melhora efetiva da atividade industrial. Ainda segundo a CNI, o índice de evolução da produção passou de 47,2 pontos, em setembro, para 54,7 pontos em outubro. "Ao ultrapassar a linha divisória de 50 pontos, o índice, que mostrava queda da produção, passou a registrar crescimento. Esse aumento da produção entre setembro e outubro supera o observado no mesmo período de 2017", diz a Sondagem Industrial da entidade.

Do lado da indústria brasileira de máquinas e equipamentos, as notícias são igualmente animadoras. Segundo a ABIMAQ, o faturamento do setor de janeiro a outubro deste ano foi de R$ 65,1 bilhões, 7,7% superior ao mesmo período de 2017.

Aliadas à recente recuperação, medidas anunciadas pelo poder público beneficiam diretamente uma das indústrias mais fortes do País, a automobilística, e, por consequência, a de bens de capital mecânicos. É o caso, por exemplo, do decreto que regulamenta o programa Rota 2030, que cria incentivos fiscais de até R$ 2,1 bilhões por ano para que as montadoras invistam em tecnologia e desenvolvimento de produtos. O programa ainda reduz em até 3% o IPI de carros Flex e até 2% o dos demais veículos, desde que cumprido o índice de eficiência dos automóveis fabricados.

Estratégica para o desenvolvimento da indústria, a ferramentaria acaba de ver reconhecida uma antiga demanda para liberação dos créditos do ICMS das montadoras e autopeças do Estado de São Paulo. O crédito para as empresas que exportam, antes retido pelo governo, voltam para serem investidos em ferramentaria, o que vai possibilitar a geração de empregos e o desenvolvimento de novos produtos.

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos tem todas as condições para atender a esta nova demanda, com tecnologia equivalente à oferecida pelos grandes players mundiais, preços competitivos, atendimento especializado e customização das soluções.

Por tudo isso, não hesitamos em dizer que 2019 será o ano da virada para a indústria nacional. É neste contexto e com esta expectativa que vamos realizar as feiras Plástico Brasil (25 a 29 de março) e Expomafe (7 a 11 de maio). Todos nossos esforços estão no sentido de reunir nestes espaços, de um lado, os grandes fornecedores nacionais e internacionais, e, de outro, milhares de empresários industriais que querem - e precisam - investir, ampliar e modernizar em suas plantas. Destes encontros, sairão os negócios, parcerias e networking tão necessários para que o Brasil volte a crescer.

Liliane Bortoluci é diretora da Informa Exhibitions, promotora da Plástico Brasil - Feira Internacional do Plástico e da Borracha e da EXPOMAFE - Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial.

Fonte: Feiras do Brasil

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06 - Exportação eleva faturamento da indústria de máquinas


Impulsionado pelo bom desempenho das exportações, a indústria de máquinas e equipamentos registrou um faturamento de R$ 65,1 bilhões (US$ 16,8 bilhões pelo câmbio atual) no acumulado de janeiro a outubro, um crescimento de 7,7% sobre os dez primeiros meses de 2017. Em outubro, a receita foi de R$ 7,2 bilhões (US$ 1,8 bilhão), uma alta de 14,4% sobre igual mês do ano passado e de 1,9% em relação a setembro de 2018. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

A entidade destaca que o resultado foi puxado pelas exportações, que somaram US$ 8,1 bilhões de janeiro a outubro, uma elevação de 10,3% sobre o mesmo período de 2017. Em outubro, as vendas externas renderam US$ 951 milhões, 29,1% mais do que no mês anterior e 6% acima do total registrado em outubro do ano passado. Entre os itens mais vendidos ao exterior estão componentes como válvulas e bombas.

De acordo com a ABIMAQ, em razão da crise econômica da Argentina, os negócios no Mercosul recuaram 11,9% nos dez primeiros meses de 2018, enquanto para aos Estados Unidos as vendas aumentaram 28,8%, e para a Europa, 44,6%. No mercado interno, as vendas caíram 0,7% no acumulado do ano, mas cresceram 13,2% em outubro sobre o mesmo mês de 2017.

O presidente da ABIMAQ, João Carlos Marchesan, está otimista com os resultados e acredita em uma reação do mercado doméstico no próximo ano. “Estamos vivendo um momento de recuperação e temos a perspectiva de que o Brasil volte a crescer e atinja uma alta entre 2,5% a 3% no Produto Interno Bruto (PIB)”, avalia.

Em outubro, o consumo de máquinas e equipamentos importados somou US$ 1,4 bilhão, um aumento de 23,4% sobre setembro último e de 23% em relação a outubro de 2017. No acumulado do ano, as importações totalizaram US$ 12,4 bilhões, um avanço de 16,4% em comparação com os dez primeiros meses do ano passado.

A China é o principal fornecedor, respondendo por 18,5% das vendas ao Brasil, seguida dos Estados Unidos (17%), Alemanha (15,8%), Itália (7,9%), Japão (6,4%) e Coreia do Sul (2,6%).

Fonte: Diário Indústria e Comércio, Brazil Model

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Comércio Internacional

01 - Guerra comercial no mundo deve reduzir PIB brasileiro


A guerra comercial no mundo e a recessão econômica nos Estados Unidos (EUA) podem reduzir a expansão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, especula que, em um ambiente global de forte acirramento dos conflitos comerciais, o maior canal de prejuízo para o Brasil seria uma redução maior do ritmo de expansão da China em relação ao que já se espera.

A projeção do banco é que o PIB chinês aumente 6,5% este ano e 6,1% em 2019. Porém, um aprofundamento da guerra comercial pode diminuir o crescimento chinês para 4,5% já no próximo ano.

De acordo com Mesquita, isso geraria uma redução de 0,7 a 1 ponto percentual do PIB brasileiro de 2019, cuja previsão é de crescimento de 2,5%. Nesse ambiente de desaceleração maior da economia chinesa, o PIB mundial deve reduzir 1 ponto percentual daquilo que já está previsto para o próximo ano (3,5%).“A guerra comercial é má notícia para nós e ela já está tendo efeito [no mundo]. O FMI [Fundo Monetário Internacional] já vem alertando para este cenário. Há uma desaceleração da atividade econômica em curso”, alerta.

Mesquita exemplifica que, não somente a China, como as demais economias da Ásia estão injetando estímulos na economia para poder impulsionar a atividade econômica. EUAMesquita lembra ainda que os Estados Unidos (EUA) entrarão em um período complicado entre o final de 2019 a 2020. “Isso porque haverá o fim do impulso fiscal adotado pelo [presidente dos EUA, Donald] Trump e um impacto mais forte do aperto monetário”.

Mesquita lembra que o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) já tem se preocupado com isso. “Está ocorrendo uma queda dos preços das ações, um aperto das condições financeiras nos EUA. Então o Fed está vendo se, nesse cenário, vale a pena continuar aumento de juros”, destaca Mesquita.

O economista-chefe explica que a queda do mercado acionário nas últimas semanas  funcionou “quase como uma alta de juros adicional”, o que leva a crer que o Fed não eleve tanto os juros como o esperado. O Itaú trabalha com mais três altas da taxa em 2019, porém com viés de baixa.

Por outro lado, Mesquita pondera que um aumento muito forte dos preços internos nos EUA, especialmente no caso de uma elevação da inflação de salários sem ganhos de produtividade é um risco e pode provocar mais alta de juros, levando, então, o país para uma recessão. “Recessão nos EUA, não é bom para o mundo e, portanto, não é bom para o Brasil”, diz Mesquita.

Já com relação à Argentina, nosso principal parceiro comercial, o Itaú projeta queda de 2,2% do PIB este ano e estabilidade em 2019. A expectativa é de recuperação da produção agrícola no próximo ano, porém com tendência de queda real dos salários e aperto de políticas macroeconômicas.

FiscalPara o Itaú, uma rápida  aprovação da reforma da Previdência Social é essencial para acelerar o crescimento econômico brasileiro nos próximos anos. A previsão do banco é que a nossa economia cresça 1,3% este ano e mais 2,5% em 2019.A expectativa é que o resultado primário deste ano venha R$ 40 bilhões melhor que a meta fiscal para o ano (de déficit de R$ 161 bilhões), chegando, portanto, a um resultado negativo de R$ 120 bilhões. Já para o ano que vem, a tendência é que o resultado primário fique negativo em R$ 96 bilhões e, em 2020, a projeção é de déficit de R$ 63 bilhões. 

Fonte: DCI

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02 - Encomendas à indústria alemã têm inesperada alta de 0,3% em outubro


As encomendas à indústria da Alemanha subiram 0,3% em outubro ante setembro, segundo dados com ajustes sazonais divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam estabilidade nas encomendas.

O desempenho positivo se deveu às encomendas externas, que cresceram 2,9% em outubro ante o mês anterior. As encomendas domésticas, por outro lado, diminuíram 3,2% no período.Na comparação anual, as encomendas totais recuaram 2,7% em outubro, no cálculo sem ajuste sazonal.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Conjuntura

01 - Inflação da baixa renda tem queda de 0,25%


Inflação para as famílias com baixa renda recuou 0,25% em novembro, taxa 0,78 ponto percentual abaixo do registrado em outubro (+0,53%) e superior a indicador de preços nacional (o qual deflacionou 0,17% no período).

O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) desta forma, acumula alta de 3,84% no ano e 3,80% nos últimos 12 meses, divulgou ontem (5) o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

Com relação ao IPC-Br nos últimos 12 meses, houve avanço de 4,24%, também nível acima do registrado pelo IPC-C1.De acordo com a FGV, sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo entre outubro e novembro: Habitação (-0,11% para -1,10%), Alimentação (1,17% para 0,34%), Transportes (0,71% para -0,42%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,38% para -0,17%), Vestuário (0,73% para 0,14%), Educação, Leitura e Recreação (0,37% para 0,27%) e Comunicação (0,12% para 0,07%). 

Nestes grupos, os destaques partiram dos itens tarifa de eletricidade residencial (-0,91% para -6,04%), hortaliças e legumes (19,51% para 11,54%), gasolina (1,96% para -2,96%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,83% para -1,10%), roupas (0,97% para 0,29%), artigos esportivos (1,54% para -1,52%) e mensalidade para TV por assinatura (0,33% para 0,00%).Em contrapartida, apenas o grupo Despesas Diversas (-0,03% para 0,03%) apresentou acréscimo em sua taxa de variação. 

Nesta classe de despesa, destaca-se o item alimentos para animais domésticos, cuja taxa passou de -0,45% para 0,16%, na margem. No acumulado de 2018 até novembro, a variação desse segmento de despesas foi de aumento de 2,11%, ante igual período de 2017. Em 12 meses até o penúltimo deste ano, houve expansão de 2,01%.

Fonte: DCI

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Industria

01 - Indicador Antecedente de Emprego avança 6,2 pontos em novembro, após 8 quedas


O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 6,2 pontos em novembro comparado a outubro, para 97,0 pontos, informou nesta quinta-feira, 6, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). O desempenho positivo interrompe uma sequência de oito quedas consecutivas, que levou o índice ao seu menor nível desde dezembro de 2016, em outubro deste ano (90,8 pontos).

"O Indicador Antecedente do Emprego recuperou em novembro parte das perdas ocorridas nos meses anteriores. Após grande expectativa de melhora não realizada na economia, o índice começou a ceder a partir de fevereiro de 2018. A recuperação do último mês pode indicar uma nova onda de otimismo na economia brasileira. No entanto, devemos esperar novas observações para verificar se de fato teremos expectativas otimistas quanto à contratação no próximo ano", explicou, em nota, o economista da FGV/Ibre Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 1,3 ponto em novembro ante outubro, para 98,9 pontos, retornando ao patamar de novembro do ano passado.O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. Já o IAEmp sugere expectativa de geração de vagas adiante, quanto maior o patamar, mais satisfatório o resultado.

"O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) permanece oscilando em torno de um mesmo patamar elevado ao longo do último ano. Isto indica um mercado de trabalho bastante difícil, o que caminha em linha com a elevada taxa de desemprego observada no país. Uma queda do ICD somente deve ocorrer com uma melhora mais robusta do nível de atividade e das contratações no mercado de trabalho", explicou Barbosa Filho. Todos os sete indicadores que compõem o IAEmp contribuíram positivamente para o aumento do índice, com destaque para o indicador que mede o emprego local futuro da Sondagem do Consumidor, que contribuiu majoritariamente para o aumento do indicador, ao variar 19,1 pontos na margem.

As classes de renda que mais contribuíram para a queda do ICD foram a dos consumidores com renda familiar até R$ 2.100,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) caiu 4,5 pontos; e a dos consumidores com renda acima de R$ 9.600,00, com recuo também de 4,5 pontos.

Fonte: DCI

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02 - Indústria quer mais subvenção para financiar pesquisas em inovação


O fortalecimento da Finep, a criação da Embrapii e outros projetos de financiamento de pesquisas em inovação são importantes, mas não impediram que o Brasil perdesse 17 posições no Índice Global de Inovação, ocupando o 64º lugar entre 126 países, afirmou a superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Gianna Sagazio, em audiência pública na Câmara, nesta quarta-feira (5). Para ela, o incentivo relevante para investimento empresarial em inovação é a subvenção, que encolheu aos níveis de 10 anos atrás.

A audiência debateu o papel do governo e das empresas no financiamento das pesquisas de inovação. Segundo Gianna, a proliferação de crédito público para inovação não atende às necessidades da indústria, já que os investimentos nessa área são de longo prazo e de risco. Ela entende que o contingenciamento de gastos, que encolheu os recursos para P&D, tem impedido as subvenções.

Para a presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), Francilene Garcia, a redução dos recursos para P,D&I tende a aumentar com o teto de gastos. Ela acredita que a continuidade dos programas nessa área depende das discussões com as secretarias estaduais de C&T, atendendo as prioridades locais, de forma a tornar eficaz a aplicação dos recursos, que já são parcos.

A deputada Luiza Erundina (PSol-SP), a preocupação com o teto de gastos nos recursos para inovação é grande. Ela defendeu a aprovação do PL 358/2017, de autoria do deputado Daniel Vilela (MDB-GO), que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal, para instituir vedação à limitação de empenho do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (FNDCT).

Finep

O presidente da Finep, Ronaldo Camargo, afirmou que a agência  tem programas de financiamento para Inovação que atende a todos os passos e linhas de crédito em condições especiais. Disse que já emprestou R$ 400 milhões este ano, mas que há recursos na casa de R$ 7,2 bilhões para aplicações no próximo ano.

Camargo disse que mesmo com a retração do FNDTC -que caiu de R$ 4,5 bilhões para R$ 1 bilhão de recursos para financiamento -, a agência tem captado verba de instituições internacionais e está usando recursos próprios em projetos.

Já o Diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Jorge Guimarães, apesar de nova (cerca de 4 anos), a organização já está tem 42 unidades de pesquisas, trabalhando em conjunto com empresas e governo. Segundo ele, já são 430 indústrias atendidas, com um modelo de negócio que divide as aplicações e os riscos entre os três parceiros e que já atingiu o montante de R$ 1 bilhão de investimentos.

A representante  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Priscila Lelis, disse que desde a regulamentação do Marco Regulatório da Ciência e Tecnologia, a organização tem trabalhado na formação de doutores em temas ligados à inovação. Já foram dadas mais de 70 bolsas e outro chamada pública está preparada para possibilitar a alta formação de mais 90 pesquisadores.

Já o Secretário-adjunto de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Jorge Campagnolo, os novos programas de incentivo exigem maior participação da iniciativa privada, mas oferecem mais agilidade e permeiam todo o processo de inovação.

Fonte: Tele Sintese

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03 - Informalidade do trabalho pode ser obstáculo a sistema de capitalização


O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, cogita implementar um modelo de aposentadoria baseado na capitalização, porém especialistas avaliam que o elevado patamar de informalidade do mercado de trabalho brasileiro possa ser um problema.

Hoje, o Brasil tem um sistema de repartição no qual os trabalhadores que estão na ativa financiam a aposentadoria dos mais velhos. Já no modelo de capitalização cada pessoa faz sua própria poupança em conta individual.

Este sistema, porém, criou um “abismo social” no Chile, segundo o professor da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade do Chile, Andras Uthoff.Durante um evento ontem em São Paulo, ele, que também é Conselheiro Regional Organização Internacional do Trabalho (OIT), afirmou que a escassez de postos formais e a baixa qualidade dos empregos são algumas das responsáveis pelo atual quadro do sistema, implementado em 1981, em meio à ditadura de Augusto Pinochet. Só para se ter uma ideia do cenário, o especialista informou que 79% dos chilenos aposentados recebem menos do que um salário mínimo por mês, enquanto 44% deles estão abaixo da linha pobreza. Os números são de 2014, porém o especialista destaca que a realidade deste ano é praticamente a mesma. “É um sistema perverso, onde não há seguridade social”, lamenta Uthoff. 

No Chile, todo trabalhador empregado no setor formal da economia é obrigado a contribuir para o sistema de pensões, enquanto para os demais é optativo. “Porém, um dos principais problemas é que os trabalhadores aplicam muito pouco na previdência ou não aplicam. E por que isso? Porque não há oportunidades suficientes de emprego formal”, ressalta o conselheiro da OIT.

“Portanto, se não oferecemos postos de trabalho com qualidade e boas condições, não podemos ter um sistema deste”, complementa Uthoff. Um dos problemas do emprego informal e do subemprego é que a renda oriunda dessas formas de trabalho é inferior e mais instável do que os rendimentos do setor formal.

O advogado Ericson Crivelli, do Crivelli Advogados Associados, concorda com a posição do conselheiro da OIT. “Esse sistema de capitalização possibilita a inclusão de apenas os que possuem contrato formal de trabalho. E isso, no Brasil, representa um desafio monumental”, diz Crivelli.“Como podemos pensar em um sistema de contribuição individual quando, no Brasil, temos milhões de pessoas na informalidade? Hoje, quem está nesta situação não tem acesso nem aos benefícios previstos pela seguridade social. 

São pessoas que já estão excluídas do sistema”, acresce. Entre os meses de agosto e outubro, os postos de trabalho sem carteira assinada no Brasil atingiram 11,628 milhões, um aumento de 4,8% ante o trimestre encerrado em julho, e expansão de 6% em relação a igual período de 2017.Baixa rentabilidade Uthoff criticou ainda a baixa rentabilidade das aplicações e a falta de previsibilidade. “Muitas vezes, o chileno só vai saber o quanto vai receber de aposentadoria ao final da vida. Não há um benefício definido [...] Criou-se uma indústria financeira no Chile que só se preocupa com o lucro e não com o bem estar do trabalhador”, ressalta o especialista.Diante da atual conjuntura brasileira, o professor do Instituto de Economia (IE) da Unicamp, Eduardo Fagnani, acredita que a implementação de um sistema de capitalização aprofundaria as desigualdades sociais e econômicas no País.

Ele explica que, neste modelo, há a possibilidade de implantação de uma renda mínima financiada pelo setor público, enquanto às classes médias e altas seria ofertado o modelo de capitalização.“Neste contexto, as pessoas com renda mais alta passariam a contribuir somente com a sua conta individual e não mais com o regime geral, o que geraria uma perda de receita para financiar as aposentadorias dos mais pobres”, afirma o professor da Unicamp. “Este modelo tem um custo de transição muito alto”, conclui.

Fonte: DCI

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01 - Petrobras mantém preço médio da gasolina nas refinarias em R$ 1,5339 na sexta


A Petrobras manteve sem alteração o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para esta sexta-feira, 7, em R$ 1,5339. Já o preço do diesel permanece em R$ 1,7984 até 15 de dezembro, diante dos novos valores dos preços de referência para o quinto período da terceira fase do programa de subvenção ao diesel, de acordo com a estatal.

No dia 6 de setembro passado, a diretoria da companhia petrolífera brasileira anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, contará com a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

Fonte: O Estado de São Paulo

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02 - ANP já tem quase 20 empresas interessadas em explorar campos de petróleo devolvidos


Um total de dezenove empresas já estão inscritas e aptas a apresentar declaração de interesse na Oferta Permanente projeto que consiste

em disponibilizar continuamente campos devolvidos (ou em processo de devolução) e de blocos petróleo exploratórios ofertados em licitações anteriores e não arrematados ou devolvidos à Agência Nacional de Petróleo.

Conforme regras do edital da Oferta Permanente, a partir da aprovação da solicitação de inscrição pela CEL, as licitantes poderão apresentar a qualquer tempo a declaração dos setores de interesse, acompanhada de garantia de oferta, iniciando um ciclo da Oferta Permanente.

Até o momento, 34 empresas apresentaram documentação para participação na Oferta Permanente, que consiste na oferta contínua de campos devolvidos (ou em processo de devolução) e de blocos exploratórios ofertados em licitações anteriores e não arrematados ou devolvidos à ANP.

Foram selecionados para a primeira etapa 884 blocos em 14 bacias sedimentares e 14 áreas com acumulações marginais, sendo cerca de 80% em bacias terrestres e 20% em bacias marítimas. A Comissão Especial de Licitação (CEL) da ANP aprovou hoje (04/12) a inscrição de mais nove empresas na Oferta Permanente.

Dos 884 blocos, 158 já estão disponíveis, com a publicação do edital, para declaração de interesse pelas empresas inscritas na Oferta Permanente.

Esses 158 blocos atendem ao disposto na Resolução CNPE nº 17/2017, que determina que as áreas ofertadas nas rodadas de licitações promovidas pela ANP devem ser previamente analisadas quanto à viabilidade ambiental pelos órgãos ambientais estaduais e pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional de Atividades de Exploração e Produção de Óleo e Gás (GTPEG) e já ter sido objeto de autorizações de parte do CNPE em licitações anteriores.

Os blocos e áreas previstos para a primeira etapa da Oferta Permanente serão incluídos no edital à medida que os demais pareceres ambientais forem emitidos e após a realização de audiência pública específica sobre a inclusão das áreas. 

Fonte: JC Negócios

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